Há uns meses para cá que ando estranha... Ando a sentir demasiada e efusivamente as coisas. Tanto grito umas palavras soltas e roucas que aos meus ouvidos soam como um canto, como choro de lágrimas gordinhas daquelas que molham folhas como gotas de chuva!
Há uns meses para cá que posso dizer que ando mais feliz, há uns meses para cá que SINTO! Que não me limito a passar pelas coisas, pelas pessoas , pelas situações! Há uns meses para cá o que faço é com o coração e sendo com o coração acaba ele também por me tocar e tomar conta de mim.
Descobri que não são as minhas hormonas que andam desreguladas e por isso não são elas que me fazem ter borboletas e remoinhos na barriga. Descobri que as lágrimas que caiem são de felicidade, que os arrepios e sorrisos rasgados que tenho não são porque estou maluca, devem-se ao simples facto de deixar o coração bater, de lhe dar o devido espaço e valor merecido!
Sentir é estranho, sentir é inato! Não controlamos o que, quando e como sentimos. Está em nós, corre-nos no sangue, preenche-nos o corpo e alimenta-nos a alma!
Um sentimento reprimido faz com que o coração fique apertado e um coração apertado é como um prisioneiro na cela! Vive constantemente ansioso por liberdade mas sabe que tão cedo não a poderá ter! Quando finalmente a tem, quando consegue aquilo pelo qual tanto esperou e desesperou, tem medo! Tem medo da liberdade que o espera! Tem medo dos contratempos que terá, dos olhares, da insegurança e incerteza! Tem medo da rejeição, de se entregar e perder, de se mostrar e ser julgado! Tem medo!
Nós não estamos presos mas às vezes fazemos pior, somos os arquitectos da nossa própria cela! Construímos a nossa torre, como nos contos, e não nos permitimos SENTIR! Preferimos ficar pelo mais cómodo, pelo que pouco trabalho dará, pelo que sabemos ou achamos que conseguimos controlar.
Porque SENTIR implica sairmos do nosso conforto, sentir põe-nos à prova em todos os aspectos e sentidos! SENTIR faz-nos irracionais e parvos! Mas digo-vos que prefiro ser parva todos os dias e viver a parvoíce de explodir de alegria, chorar de raiva, saudades e felicidade, cantar de apaixonada que estou, falar com um sem abrigo e não ter "vergonha", sentir borboletas na barriga e adormecer cada dia de maneira diferente, do que viver qual máquina formatada para fazer e sentir todos os dias a mesma coisa!
Há que sentir! Há que odiar para saber o que é amar! Há que rejeitar e ser rejeitado para se dar valor ao Ter! Há que DAR para saber o quão bom é receber! Há que chorar para quando sorrirmos o façamos às gargalhadas! Há que ter saudades para dar valor ao Agora! Há que dar a outros uma parte de nós para sabermos o valor dos que temos ao nosso lado! Há que perder para saber viver o que ainda se Tem! Há que ter o coração apertadinho e pequenino para que, quando este se encher e ficar gigante consigamos perceber o quão realmente bonito e extraordinário é isto do amor! Do amor em toda a sua plenitude e em todas as suas vertentes! O amor à família, aos amigos, o amor ao nosso mais que tudo, o amor ao próximo!
SINTAM! VIVAM! Façam por sentir esta vida que é a nossa e não se repete! É AGORA que a podemos Sentir!
Larguem os vosso medos e sejam parvos todos os dias! Vai valer a pena!
Pensamentos, divagações, opiniões... COISAS que de letra a letra se tornam palavras e às vezes umas frases que até poderão fazer ou não sentido. E quando não o fizerem ao menos são palavras...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Volta General e tráz bengalas!
Já não somos um exército, somos soldados a tentar imitar e mal o que foi um grande General!
Somos soldados individualistas, a querer conquistar tudo, a querer guardar o máximo de armas possíveis e munições para a guerra! Mesmo quando não existe nem se avista qualquer guerra, a não ser a da vida!
A guerra da vida que a muitos implica ganância, egoísmo, o querer ter por ter! O não conseguir ver os outros terem, se os outros têm é sinal que eu podia ter tido e não tenho, por isso então há que ter inveja. Há que não querer que o outro tenha mais do que o que tem! Há que querer ter vida de rei quando servente apenas sou e ficar corroído de inveja sempre que outro tem!
Por isso, a nova filosofia deste servente é de que quando tenho, tranco tudo para só eu usar, guardo todos os mantimentos comigo e levo a chave para que mais ninguém se alimente daquilo que é meu!
Levo a chave de uma porta que não me pertence! Porque quero, porque a inveja, o querer, a ambição desmedida me faz ser assim egoísta! A chave vai comigo e com ela o meu corpo pobre de espírito!
Este meu vazio de valores faz com que eu sinta que assim, com essa chave, com atitudes menos dignas talvez me vejam não como um mero servente mas como o General! O General da Chave!
Pobre deste servente que acha que uma chave lhe dará o poder. Talvez durante horas terá o poder nalguma coisa e se possa sentir alguém e o seu espírito se alimente de coisas podres e tenha uma fusão de sentimentos a saltarem-lhe no Ego!
As coisas podres duram pouco e passado algum tempo cheiram mal e como tudo o que cheira mal quando ingerido causa indisposição!
Quem quer passar de servente a General sem ter passado por soldado, sem saber o que é um exército, sem conseguir perceber que num exército quando um se magoa o outro está lá para ajudar! Quando um soldado está mais enfraquecido se calhar tem direito a mais pão do que um que está bem fisicamente! Que um soldado mesmo coxo com uma bengala consegue cozinhar, consegue curar os outros, consegue nem que seja conversar e dar alento!
Quando um soldado fica a pensar que o outro, só porque é manco de uma perna vai combater menos e comer mais é porque nem merece ir para a guerra! Não sabe dar valor ao que tem, a ânsia de ter mais e mais e só para ele, é maior que o companheirismo e espírito de entreajuda!
O soldado que pensa e age assim, no fim da guerra, se sobreviver é o primeiro a cair! Não porque os outros lhe voltam as costas mas porque os outros sempre fizeram pela vida deles, sempre combateram e lutaram por eles e pelos outros! Feridos, magoados, revoltados, tristes vão conseguir seguir em frente porque com eles nunca levaram uma chave! Nunca trancaram nada e sempre partilharam!
Este servente que por vezes acha que é soldado e sonha que é General, um dia vai perceber que optou por viver a tentar controlar a vida dos outros e a fazer com que estes não tivessem mais do que ele! Nesse dia vai perceber, que os outros viveram a vida deles, com menos ou com mais, viveram a vida deles! Com ajudas ou sem ajudas conseguiram fazer alguma coisa por eles! Que com mais ou menos saúde mal o sol nascia estavam prontos e entregavam-se ao que faziam!
Vai perceber que Nunca o General em vida tiraria o apoio àqueles a quem em tempos sempre deu! Nunca o General em vida permitia que um dos seus soldados andasse coxo sem bengala quando ele tinha mil bengalas para lhe dar! Nunca o General em vida permitia que lhe tirassem o poder e que um simples soldado ou servente tomasse as rédeas do exército! Nunca o General permitia que os seus soldados não o olhassem nos olhos para o informarem das noticias boas como das baixas e necessidades!
Tal desordem seria o fim de guerra, tal desordem seria a morte de todo o exercito e seria uma morte sem brio, sem valentia, sem dignidade! Seria a morte de um futuro promissor exército, poderoso e unido que não morreu na luta digna simplesmente acabou por deserdar pois já não acreditava na causa nem no líder!
Não conseguimos voltar a ter o General que admiramos e respeitamos mas podemos pelo menos tentar que os soldados feridos e coxos tenham as bengalas que precisem e se continuem a sentir parte do exército! Seja a combaterem, seja a serem simplesmente pais e a estarem em casa com as famílias, seja a por as cartas no correio, seja a serem apenas eles soldados, feridos ou não, são o exército!
Num exército o General só é enterrado vivo se os soldados deixarem e nós não vamos deixar! Nós não queremos deserdar, queremos criar e inovar e se possivel evitar a guerra mas sabemos que com ou sem guerra o general sem os soldados não existe e os soldados sem os serventes também não! Se cada um estiver no seu lugar, se cada um se respeitar e for digno do que é e faz, se pensarmos no NÓS todos marchamos no mesmo sentido e de sorriso na cara!
Haja alguma coisa que nos una a todos, haja algo de bonito e transparente pois onde há transparência há verdade e com verdade tudo se constrói, tudo anda para a frente e muitas guerras se evitam!
Haja exército!Hajam bengalas nas mãos de quem permite que estas sejam usadas para alguém ser mais e melhor!Hajam bengalas nas mãos de espíritos abertos e e corações amigos!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Aquele Abraço!
Não sei como vos hei-de explicar o que sinto e que desde ontem me tem acompanhado! Foi sem dúvida aquele abraço que me marcou, depois de quase me partir os ossos tal foi a força e intensidade com que foi dado ,chegou-me ao coração e teima em não sair! Aquele abraço está em mim, fez-me sentir um turbilhão de sentimentos e emoções! Fez-me deitar uma lágrima ontem à noite, adormecer a pensar nele e a acordar e por a música bem alto no carro e cantar de felicidade e entusiasmo!
Dei por mim ainda a sentir a força daquele abraço, a recordar o sorriso com que foi dado e percebi que aquele abraço me deu garra, coragem e a motivação que precisava e que se calhar há muito não recebia! Aquele abraço chegou e ficou no meu coração, está nos meus pensamentos, está nas minhas ideias e continua a apertar-me as costelas e todos os ossos que tenho até ao pescoço! Aquele abraço fez-me lembrar os que dava à minha avó que eram de tal maneira fortes que só acabavam quando me dizia "Olhe que me parte o pescoço!".
Aquele abraço foi um abraço diferente mas tão especial, tão apertadinho, tão sentido! Aquele abraço foi-me dado por um "pretinho"! Aquele pretinho com os seus seis ou oito anos viu-me duas vezes quando através do Ajudar Uma Família fomos entregar um esquentador , frigorífico e brinquedos!
Aquele "pretinho" faz parte de uma família de cinco irmãos e a irmã de 11 anos morreu no dia de Natal. Aquele "pretinho" e os irmãos ainda acham que é uma brincadeira da mãe, que isso não aconteceu e a irmã vai deixar de ser só a fotografia que têm na sala e um dia vai aparecer para voltarem a brincar! Ou acham que vão acordar de manhã e ela está a dormir na cama dela! Este "pretinho" e os irmãos estão mais tristes e cabisbaixos do que há 1 mês atrás quando lá fui mas continuam a sorrir!
Continuam a querer estudar e ser alguém na vida! Quando chegámos o mais velho estava a ajudar um dos mais novos a estudar e mesmo com a entrega dos bilhetes para o Jardim Zoológico entre outros brinquedos, não tiraram os olhos dos livros! Este "pretinho" mais velho está na fase de entrar nos grupos de rua, de passar tempo sem nada de útil para fazer. De óptimo aluno passou para um aluno com mais negativas que positivas e agora tem uma cara triste e virada para dentro! A mãe pediu-nos ajuda, queria que ele fosse alguém e que estudasse para vir a ter uma vida melhor do que a que ela lhe proporciona! Decidimos então que uma vez por semana o "pretinho" mais velho vai ter explicações comigo pelo menos a três disciplinas! Caso melhor as notas como prémio irão todos montar a cavalo e ter um dia no campo! Acredito que vamos conseguir, acredito que este "pretinho" que apenas com 14 anos protege a mãe e ajuda a educar os irmãos vai vingar e ser alguém na vida, JÁ o É! Pode ainda não se ter apercebido mas devagar irá perceber que tem um potencial enorme! Todos temos!
Assistimos a um teatro de fantoches inesperado e inventado na hora pelos "pretinhos" mais novos, fizemos magia com um jogo e chegou a hora de nos irmos embora...foi aí que recebi Aquele Abraço que ainda me acompanha hoje enquanto escrevo isto!
Foi ai que aquele "pretinho" me agarrou e apertou com tanta tanta força, com tanta vontade que ao mesmo tempo que lhe dizia "Assim vou emagrecer uns quantos centímetros" o que me apetecia dizer era "Não descoles que está a saber tão bem!".
Ainda nos rimos todos e da boca do querido "pretinho" saíram palavras que me tocaram " - Mãe vou com a Ticas!" . Bem sei que foram ditas como todas as crianças a quem oferecermos chocolates ou rebuçados. Querem sempre ir de onde vem a diversão e os presentes. Mesmo estando consciente disso fiquei contente e tocou-me no coração! É bom ver que já não sou uma simples pessoa que através da ajuda de tantos lhes vai entregar mimos. Mas mais do estas palavras, aquele abraço tão querido, tão sentido, tão ingénuo e livre de tudo sensibilizou-me e encheu-me de tudo o que podemos ter de bom! Foi uma overdose de sentimentos puros!
Não o levei comigo mas um dia hei-de o levar a ele e aos irmãos, e a mais famílias a montarem a cavalo, ao teatro, à Torre de Belém, ao Palácio de Sintra, a um Centro de Pessoas com Deficiência, a um Lar de Idosos e a tudo o que conseguir que sirva para eles abrirem horizontes, aprenderem e perceberem que têm um mundo para conquistar e uma vida para viver!
Mais bonito seria se não fosse só eu, se fosses tu, se fossem eles, se fossemos todos NÓS! Bonito seria que todos nós largássemos os nossos medos, as nossas prisões e nos aventurássemos nisto de ajudar alguém. Extraordinário seria todos alinharmos nisto de nos deixarmos marcar e tocar pelo outro e conseguirmos retribuir não só com donativos mas o que de melhor temos para dar, o nosso coração!
Já Madre Teresa de Calcutá o dizia " A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração."
Talvez por isso eu os chame de "pretinhos" sem discriminação, sem qualquer desrespeito, digo "pretinhos" do fundo do coração, digo "pretinhos" como entre namorados se tratam por " baby, gorda, xuxu "etc. O que interessa é o que vai no coração, é o que sentimos e o que fazemos com isso.
Se formos pela cor da pele eu ai estou tramada e também poderiam eles não gostar de mim e chamarem-me "pintinhas", "branca às pintas" etc. Numa brincadeira que fiz com eles em que tínhamos que dar festinhas nos braços perguntaram-me o que é que eu tinha na pele? A olharem de maneira desconfiada respondi o que também digo aos meus primos "São caganitas de moscas! Ficam aqui e depois não saem!" A cara deles de espanto e nojo foi de chorar a rir! Para não continuarem a olhar para mim como se fosse um extraterrestre lá lhes tentei explicar melhor o que eram as sardas, continuaram a olhar para mim desconfiados e a mexer na minha pele!
Passado uns segundos já se tinham esquecido que a minha pele era estranha, que para além de ser tão branca como a neve ainda tinha umas pintas castanhas espalhadas por todo o lado! Podiam ter desistido de me agarrar e dar beijinhos eu que tenho uma pele tão estranha e nunca vista por eles, mas não...continuaram e a brincadeira seguiu. Posso concluir aqui que como mais uma vez Madre Teresa de Calcutá dizia "Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las." e é tão bom amar que quantos mais amarmos mais somos amados!
Eu ainda sinto AQUELE ABRAÇO! Eu ainda sinto aquele abraço como se me corresse nas veias e aquele abraço está-me a encher de ideias para o Ajudar Uma Família ser melhor, mais completo e chegar ao coração das famílias de tantas e diversas maneiras! Aquele abraço encheu-me de força e optimismo e está a gerar em mim uma vontade enorme de conseguir, como ele, dar um abraço tão bonito que toque assim alguém também!
Convido-os a todos a virem, a participarem, a experimentarem ser tocados no coração desta maneira! Vale mesmo a pena acreditem! Obrigado a todos os que têm ajudado e continuam a dar-nos mimos! Obrigado por não só Ajudarem Uma Família como me proporcionarem momentos como este e me ajudarem a ser uma pessoa melhor! OBRIGADO do fundo do coração!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Noite de Fados Ajudar Uma Família
Boa noite a todos!
É de coração cheio e a bater rápido que digo BOA NOITE a todos!
Talvez com uma lágrima escondida no canto do olho e a fazer um esforço enorne para não me comover, mas a verdade é que estou muito comovida e sensibilizada por estarem todos aqui hoje!
Obrigado! Muito obrigado por hoje estarem a dar ao Ajudar Uma Família, aquilo que ninguém pode comprar, o VOSSO TEMPO!
O Ajudar uma Família começou por ser um Evento no Facebook em que inicialmente sugeri aos meus amigos que neste natal nos jantares de natal não trocássemos os presentes do amigo secreto e com dinheiro dos presentes ajudarmos uma família! Tirávamos uma fotografia de grupo e quando fossemos entregar, não o dinheiro, mas o que fizesse falta, entregávamos a fotografia de quem ofereceu.
Rapidamente os amigos aderiram, pessoas que não conhecia aderiram, a Isabel Lopo de Carvalho deu-me o contacto da Francisca Pedroso que trabalha de perto com muitas famílias do Bairro da Serafina, em Shoenstat a irmã Rosana deu-me o contacto com assistentes socias de Camarate. O Bernado Villar criou a imagem que nos define hoje e Desde ai, e Graças a Deus não parámos de Ajudar Famílias!
Numa semana entregámos dois beliches com colchões e edredões conseguidos euro a euro! O que é que nos diferencia? Quem ajuda com 1euros, 5euros, 100 euros, o que for, recebe sempre as fotografias da entrega daquilo que se comprou com o seu contributo, o recibo e uma pequena descrição da família e da entrega! :)
Ao mesmo tempo publicamos na nossa página do Facebook as fotografias e tem sido espectacular ver que as pessoas ao olharem, ao conhecerem as famílias através de várias imagens começam a querer ajudar, começam a oferecer roupa, bilhetes para o cinema, brinquedos, livros etc. Tem sido um dos meses mais bonitos da minha vida!
Desde os meus 5 anos que a minha irmã e eu ficámos sem pais. Uma morte nada agradável mas que fez com que fossemos viver com os meus avós para um quinta perto de Coimbra, a Graciosa. Tivemos uma vida óptima, uma educação espectacular, muitos mimos, acabámos por ganhar uns pais extraordinários e o carinho especial de uma família tão grande como a nossa. Hoje tudo o que sou devo-o aos meus avós, aos meus tios, aos meus primos que desde a altura em que era pequenina foram preenchendo o meu coração, cada um à sua maneira.
Graças a Deus somos uma família que não passa dificuldades mas não é por isso que não dou valor àquilo que tenho e não tenho. Não preciso de deixar de ter uma refeição na mesa para lhe dar valor. Sempre fui educada a dizer "tenho vontade de comer alguma coisa" do que "tenho fome", porque como a minha avó Zé dizia "Graças a Deus nunca passou fome e nem sonha o que isso é!". Fui educada a evitar o "não gosto" e a ficar na mesa o tempo que fosse preciso até acabar! Acreditem que não foi fácil, era sempre a carroça do lixo, como chamávamos lá em casa ao mais lento a almoçar ou jantar.
Sempre odiei comer e durante muito tempo andei a esconder pela casa ( que é bastante grande) todos os pães que tinha de lanchar. Nem com a casa e o seu tamanho enorme me safei, fui apanhada uma série de vezes e castigada também. Até que um dia prometi à minha avó que não o fazia mais e realmente não o fiz! Mas os pães escondidos já tinham sido tantos que um dia lá encontrou um pela casa...achou que a promessa tinha sido quebrada e que eu continuava sem dar valor ao que tantos nem sonham que existe.
Quando cheguei a casa tinha uma papa de pão com bolor e leita para lanchar! Foi comida até ao fim! Na altura chorei, roguei pragas à minha avó e devo-a ter ofendido em pensamentos... hoje percebo o desespero em que devia estar em relação ao problema Ticas e os Pães!
Agradeço-lhe imenso hoje, realmente não somos ninguém para despediçar aquilo que outros não têm!
Não quero que fiquem a pensar que a minha avó é tudo aquilo que enquanto comia a super papa de bolor fui pensando, a minha avó Zé e o Avõ Fernando sao de certeza os causadores do meu lado solidário, a origem do Ajudar Uma Família!
Desde pequena que os vejo a serem solidários, a fazerem de uma quinta uma aldeia, onde viviam caseiros, ciganos e quem precisasse. Sempre os vi a adoptarem na família como seus aqueles que mais precisavam, sempre os vi a darem o seu tempo e companhia a outros que estão sozinhos! Lembro-me que durante muitos anos no verão em São Martinho, havia um dia em que 5 ou 6 rapazes da Casa do Gaiato iam almoçar a nossa casa, na altura não percebia muito ben o porquê mas achava giro!
Os dois sempre foram muito generosos e nunca se fizeram valer do facto de serem Marquezes para se vanglorizarem ou gabarem, pelo contrário.
Um dia em Monsanto quando estava com o Manuel a descer passámos pela rua com o nome do meu avô. Estávamos a tirar uma fotografia quando do nada, uma senhora veio ter connosco e sem saber que eu era neta, a chorar diz-nos " O Senhor Marquêz não devia ter o nome numa rua, devia ter uma estátua por tudo o que fez por tantos aqui! O meu marido e eu ficámos sem nada e o Senhor Marquês vendeu-nos um terreno em troca do nosso trabalho na Quinta do Valongo. Sempre que o meu marido lá ia a casa era recebido com um pão e chouriçõ e o Senhor Marquêz só começava a falar de trabalho depois dele ter comido! Graças a ele conseguimos seguir a nossa vida!"
Isto marcou-me, deixou-me orgulhosa e ainda mais pois quando contei ao meu avô, ele na sua humildade, sentido de humor e a querer fugir ao assunto, respondeu "Era gira? Hummm Ela quer é conhecer-me!" e riu-se.
Gostava de um dia conseguir ajudar tantos desta maneira humilde, gostava de um dia com o pouco que tenho conseguir ajudar e melhorar a vida de tantos, continuar esta obra de vida que os dois me transmitiram e deixaram!
Realmente acho que com o nosso pouco conseguimos imenso para quem tem tão pouco, com um simples gesto fazemos de uma tarde normal, Natal em tantas famílias!
É bom ir a guiar no carro e chorar de alegria e euforia cada vez que recebo uma mensagem a dizer "quero doar", "quero ajudar", "tenho roupas" etc., ainda somos muitos a querer ajudar, ainda somos muitos a acreditar, a confiar, a agir! Quando queremos alguma coisa não há crise que nos derrube e conseguimos todos juntos coisas espectaculares!
Este mês tem sido um dos melhores da minha vida graças a todos vocês que contribuíram para que , já algumas famílias tenham recebido bastantes mimos. Venham, experimentem vir entregar, convido todos a virem dar um sorriso a estas famílias, a ver a alegria e entusiasmo com que somos recebidos em cada casa! As saudades com que ficam depois de sairem, a vontade de lá voltar para dar mais um mimo, para oferecer outra coisa, para levar lanternas e luz, para ver que realmente aquilo que já tinhamos entregue antes está agora a dar frutos!
Tem sido único, inesperado e principalmente muito muito bonito!
Quero hoje agradecer a todos os fadistas que prontamente ofereceram a voz para Ajudar Uma Fanília, aos guitarristas que os acompanham. À Joca Metalomecânica que ofereceu os vinhos, ao Sector Mais que ofereceu os refrigerantes e cerveja, ao Gente Divertida Catering que ofereceu as sobremesas e ao Aerlis café que ofereceu os cafés.
Ao Pedro Ferreira de Carvalho a quem sugeri uns fadinhos e tornou esta noite possível!MUITO OBRIGADO!
Obrigado a todos os que tornaram esta noite possível, não só os que estão vivos e entre nós mas também aqueles que me acompanham sempre estejam onde estiverem.
Obrigado por fazerem de mim e de tantas famílias mais felizes, acreditem que estão nos nossos corações!
E como o fado diz "É tão bom ser pequenino, ter pai ter mãe ter avós, ter esperança no destino e ter quem goste de nós!
BORA TER ESPERANÇA NO DESTINO E AJUDAR UMA FAMÍLIA! venham os fados!
Ticas Graciosa 14-12-2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Um ano de descobertas, a mais extraordinária de todas...o Amor!
Querida avó Zé do meu coração:
Aqui estou eu mais uma vez a escrever no papel o que me vai no coração… e mais uma vez sobre o que o meu coração bate por si.
Já passou um ano desde a última vez que a vi, que estivemos juntas no hospital e talvez já a avó sentisse e soubesse que dali não sairia mas nem por isso a vi desistir ou a dar parte fraca, pelo contrário! Ali estava, contente por nos ver, contente por receber as cartas que o avô lhe mandava por nós, óptima de cabeça e muito mimada por todos.
Sussurro-lhe hoje aqui, que muitas vezes dou por mim a chorar e é um misto de tristeza e raiva de mim mesma, por não ter estado lá quando a avó foi ter com os meus pais, com o tio Francisco, com os seus pais, irmãs e amigos. Muitas vezes dou comigo a sofrer por não saber se teve uma mão amiga ali consigo a confortá-la e que eu gostava de ter dado essa mão…senti muitas vezes neste ano esta aflição no meu coração! Hoje acredito que a avó nos deixou na melhor companhia, acredito que todos aqueles com quem está agora estavam consigo e acredito principalmente que Nossa Senhora nunca a deixaria e lhe esteve a dar a mão como sempre nos deu nas nossas vidas.
Desde pequena que sentia e dizia que tinha três mães, a minha mãe João, a avó Zé que me criou e Nossa Senhora que me as pôs no caminho e foi zelando por todas. Tenho as minhas mães juntas no céu a olharem por mim e pela Sofia e acredito que tanto a mãe João como Nossa Senhora lhe estão gratas, como eu estou, pela sua enorme dedicação como mãe inesperada que teve de ser.
Se já me habituei a tê-las às três noutro sítio que não ao pé de mim?
Ainda não, e não sei se algum dia me habituarei, penso que irei aprendendo a aceitar e a lidar com as imensas saudades. Tem sido um ano de descoberta, um ano em que de diferentes maneiras vou sentido a sua falta. Têm sido várias as vezes em que antes de adormecer dou por mim a pensar no que é que a avó me diria? O que é que a avó faria? Que contente que ficava se soubesse disto… E para matar um bocadinho as saudades ligo para o seu telemóvel, por alguns segundos ouço a sua voz e recordo a tarde de São Martinho, em que juntas a gravámos! Rapidamente me apercebo que o som da sua voz a dizer “ Ligou para a Zé Raposo por favor deixe a sua mensagem. Obrigado” não chega para preencher o meu coração saudoso… aí começo a fazer o que me pediu e deixo-lhe a minha mensagem, conversamos as duas, lembro-me de tantas coisas boas que vivemos juntas, vão aparecendo as más porque também existiram mas realmente as boas sobressaem e vão-me confortando o coração.
Quando fui para a Graciosa lembro-me que passado uns anos chorava à noite com saudades dos pais, lembro-me dos mimos que a avó me dava quando, ao ir ao nosso quarto dar-nos um beijinho de boa noite se apercebia. Agora não a tenho aqui para me dar mimos e mesmo já sendo mais velha, muitas vezes me sinto pequenina mas uma pequenina que chora e percebe que as lágrimas se caem pelo rosto é porque a avó deixou marcas, é sinal que realmente foi mais que a minha avó Zézinha, foi minha mãe!
Quer saber o que neste ano fui descobrindo e só o consegui consigo?
Descobri o que é o verdadeiro amor! Muitas vezes lhe disse que a adorava e que a tinha sempre no coração, sem saber enganei-me e enganei-a também, eu não a adoro eu AMO-A!
Foi preciso um ano de acontecimentos e saudades para descobrir que realmente nunca tinha sentido isto. Vi que realmente alguma coisa mais do que gostar nos unia, vi que quando realmente se AMA, quando realmente se sente o verdadeiro amor conseguimos ouvir e aceitar as críticas, verdadeiras ou não, porque o que nos interessa é o que o nosso coração sente e o meu coração sente um enorme amor pela avó e por tudo o que vivemos juntas, bom e mau! Não preciso de lhe perdoar nada porque o meu coração fá-lo por mim. Acredito que o Amor, tal como a fé, é uma dádiva de Deus! E a Fé cada um a tem e sente à sua maneira, cada um a demonstra e vive de maneira singular. Agradeço a forma como vivi a avó, como a conheci e a vida que me deu. Agradeço-lhe por através de si avó Zézinha ter descoberto e sentido este sentimento tão bonito que é o Amor e que por muito que tente não consigo explicá-lo em palavras. Sinto-o!
Como o senti e Vivi, pois fiz parte desta Grande história de amor que é a do avô Fernando e da Avó Zé, fiz eu e todos nós!
Querida avó o seu Fernando continua um valente, sente saudades suas de uma maneira que nem a palavra Saudade consegue demonstrar! Como me diz muitas vezes Vê a avó em todo o lado e acredito que em tudo lhe faz uma falta enorme.
Os filhos, netos, irmãos e amigos têm tentado substituir o que realmente por muito que tentemos e queiramos é insubstituível pois como a avó me dizia a rir “Em morrendo a macaca acabou-se a comédia!”
É verdade, a peça ficou sem a macaca, o palco tem saudades mas continua em pé, os actores continuam a ensaiar, cada um o seu papel, cada um à sua maneira, cada um a descobrir e a aceitar a personagem que esta nova peça lhes pede! Cada um à sua maneira tem tentado encontrar a comédia nesta peça que é a vida! Há que louvar e agradecer ao público amigo que nos apoia e aplaude, sempre que um de nós se esquece que para ser comédia há que rir e fazer rir!
Os avós deram-nos um palco já com um belo cenário montado. Cabe-nos a nós, TODOS JUNTOS E UNIDOS continuarmos a comédia. Cabe-nos a nós, Raposinhos Graciosas honrar todos os Pai Nossos que os avós rezaram de mãos dadas para que, dentro das nossas diferenças, fossemos todos AMIGOS! Pois só juntos e unidos vamos conseguir passar todas as cenas que Deus vai acrescentando à nossa comédia, JUNTOS e UNIDOS somos e conseguimos mais, JUNTOS E UNIDOS damos uma enorme alegria e descanso a esta nossa mãe!
Aqui lhe deixo um enorme beijinho carregadinho de saudades!
Ticas
12-11-2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
"OBRIGADO"
Algures por Lisboa cruzei-me no elevador com um homem dos seus 50 e poucos anos. Como sempre a conversa foi a típica dos elevadores: o tempo! Em resposta ao meu simples “Bom dia!” tive um:
-“ Mau dia! Com este tempo! Qualquer dia morremos todos, com esta crise já andamos a passar fome nem o tempo ajuda!” ao que respondi “ Fome passam as crianças em África e essas sim morrem todos os dias de fome! Graças a Deus nós apenas temos “vontade de comer”!"
Fui educada assim, a dar valor às coisas essenciais da vida, a nunca dizer “avó tenho fome” mas sim “avó tenho mesmo vontade de comer alguma coisa!”, a nunca dizer “não gosto”, quanto muito “não aprecio” mas mesmo se o dissesse teria que comer o que tinha à frente, por isso de nada me valia dizer!
Fui educada e habituada a “saber” comer tudo, e quando realmente não gostava de alguma coisa com a persistência e insistência Dela, passei a gostar de algumas e a "saber engolir" outras com boa cara.
Fui educada simplesmente a não ser esquisita, a dar valor aquilo que tenho sem precisar de o perder para tal! Fui educada a dar valor a ter uma casa, família, a ter a sorte de viver num pais que não está em guerra, num pais onde felizmente a principal causa de morte não é a fome, onde a comida é abundante e quando não o é, existem instituições que tentam colmatar essa falta.
Que não façamos da Lamentação o nosso estado de espírito, mas sim arregaçar as mangas, ter atitude e fazer por nós! "Para trás mija a burra e para a frente é que é o caminho" já dizia a minha avó Zé, e que, de uma maneira mais bonita alguém diz, "Em tempo de crise há aqueles que choram e há aqueles que vendem lenços de papel."
É importante que saibamos agradecer o facto de sabermos o que são bolachas de chocolate, Estrelitas, Coca-cola etc. Há crianças que nunca viram um simples pão com manteiga! A cada minuto,12 crianças morrem de fome no mundo enquanto nós estamos a comer sushi , aconchegados com mantas em casa a ver um filme e a devorar pipocas aquecidas num microondas! Crianças são atropeladas como se fossem bonecos e nada se faz, crianças andam armadas e matam! Crianças nem sabem o que é uma casa! Saibamos AGRADECER e dar o devido VALOR ao que temos nem que seja por respeito aos que não têm, tão cedo não vão ter, e nem sonhar com tudo isto conseguem porque no mundo deles tudo isto simplesmente não existe!
Graças a Deus vivo em Portugal, Graças a Deus nasci neste pais, graças a Deus tenho uma família que adoro, graças a Deus tenho óptimos amigos que me aturam e tornam a minha vida mais divertida, Graças a Deus tenho o Manuel ao meu lado, Graças a Deus nunca senti fome e não preciso de a sentir para dar valor ao que tenho...uma simples “vontade de comer!”
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe!
Hoje passamos por uma crise enorme, que todos os dias é escrita em todos os jornais, que em todos os canais se debate, mas há uma crise que para mim ainda é maior e talvez a causa de todas as outras crises, a crise nos VALORES!
Sempre existiram raposas e galinheiros, a diferença é que as raposas de hoje não têm vergonha, as raposas de hoje assaltam os galinheiros à descarada, não esperam pela noite, fazem-no de dia! E enquanto o vão fazendo vão e foram habituando as galinhas a terem vidas de cães de luxo!
As galinhas, que sempre estiveram habituadas a picar o milho e a dormir na palha de repente e sem fazerem mais por isso, passaram a ser tratadas com uma ração especial, a ter um galinheiro aquecido, a tratar das suas penas e com tudo isto algumas até acharam que poderiam vir a ser águias!
Quando o luxo é muito e nada tem que se fazer para o merecer é fácil viver num sonho! Difícil é, quando um dia alguém chega e diz :
"Galinhas, andaram estes anos todos a ter uma vida de luxo e nem por isso produziram mais ovos, pelo contrário, as galinhas do vizinho trabalham mais horas, produzem mais e mesmo assim têm menos luxos! Acabou-se o tempo das galinhas que acham que são cães! A realidade, é que não são cães de luxo e a vida a que estiveram habituadas foi uma vida de engano e vai ter que mudar! As raposas foram muitas, os luxos imensos,o vosso galinheiro, sustentado por todas as galinhas, fechou!"
Acham que as galinhas perceberam o que se passava? Acham que as galinhas perceberam que durante anos andaram a ser cães de luxo às custas de todas as outras e por isso também elas raposas?
Não! Muitas delas se já não produziam ovos, agora muito menos! Na cabeça delas nada podia mudar, já estavam naquele galinheiro, os biscoitos já lhes eram dados à muito tempo por isso não seria agora que uma crise no Big Galinheiro as iria afectar!
Os hábitos custam a mudar e mais ainda a admitir os exageros por isso a culpa de tudo só pode e tem de ser das raposas!( Esquecem-se elas que também o são)
E aqui começa o culpabilizar de tudo e mais alguma coisa em alguém, aqui começa a falta de responsabilidade por aquilo que fazemos, aqui começa a evidenciar-se a falta de VALORES que se tem vivido e nos faz estar onde estamos! Aqui começa a falta de dignidade quando se defende uma coisa para a qual nada se faz! Começa aqui o reboliço no galinheiro!
A culpa não é só das raposas, é de todas as galinhas que são metidas num galinheiro de luxo e lá ficam sem nada fazer! A culpa é de todas as que não querem trabalhar, pior, que têm alguém acima delas que não as deixa trabalhar e aceitam! A culpa é de todas as galinhas que em vez de fazerem por merecerem os luxos exagerados que tinham se deixaram andar num galinheiro onde o sistema já está corrupto e furado há demasiado tempo!Onde para pôr um ovo são precisas duas, a galinha que põe e a galinha que olha! A culpa é de várias gerações de galinhas que nasceram numa altura em que para ser cão de luxo bastava ser amiga de um galo!
Não há valores, não há responsabilidade, não há frontalidade, não há consciencialização de que para sermos cães de luxo temos que o merecer, temos que fazer por isso!Temos que merecer a confiança de um Galo que nos aceita ou põe num galinheiro, mostrar que somos e valemos a aposta feita!
As galinhas não vão estar preparadas para terem de pôr X ovos por dia e no fim do mês ainda se mostrarem motivadas para conseguirem pôr X+1!sobretudo, não vão estar preparadas para fazer aquilo que em toda a vida acharam que fizeram: TRABALHAR!
O galinheiro está prestes a fechar ainda assim não aceitam nem percebem que a realidade é esta: o tempo dos cães de luxo já foi há muito tempo, há que voltar a picar milho! Ainda não têm consciência que para ter há que fazer e que o que têm não foi merecido foi-lhes dado porque sim, foi-lhes dado por alguém que num dia para agradar raposas e galos decidiu que ia tratar as galinhas como cães de luxo e proporcionar-lhes uma vida em "modo férias prolongadas e remuneradas" subsidiadas por todas as outras!
Agora?
Espero mesmo e tenho fé que não haja mal que sempre dure e que as pessoas realmente façam por isso, que as pessoas realizem que vai ter que haver uma grande mudança e que começa em cada um e em coisas pequenas, porque o bem durou mas já acabou e há muito!
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