Um amigo em jeito de pedido de socorro perguntou-me se discutia muito com o Manuel? Também ele vive com a namorada e queria saber se seria normal discutirem por pequenas coisas! Se era normal irritarem-se e discutirem por coisas novas que estão a descobrir?
Pouca experiência tenho mas puxei do meu lado de psicóloga! ;) Entre confidências e dicas acabámos por ter uma "discussão" em modo de conversa sobre isto de viver juntos! Que viviamos em pecado!
Vivi num namoro que durou 70anos e antes de se casarem pouco mais fizeram que ser o par de dança nos bailes, dar a mão, trocar cartas e telefonemas e tudo isto com uma sombra ou olhar de alguém. Não precisaram de viver juntos bastou-lhes o amor que sentiam e o respeito para que tivessem a certeza que queriam casar e passar o resto dos seus dias juntos! Talvez o viver juntos seja um facilitismo de quem já tem casa, de quem vem de fora, de quem não tem quem olhe por perto ou exija um estar!
Viveremos mais em pecado quando escolhemos dividir um espaço que se torna nosso e respeitá-lo como nosso, do que se vivermos num espaço nosso ou do nosso namorado quatro dias por semana onde nada é definido?
Pagar as contas, escolher a decoração e fazer as compras para o mesmo frigorífico é que nos faz viver no pecado?
Aqui não se trata de viver no pecado, trata-se da frontalidade de assumir o pecado a olhos nus! É o assumir que estamos juntos e vamos querer estar juntos mas à nossa maneira e com o nosso caminho que por várias razões passa por aqui. O assumir que antes de casarmos vivemos juntos e por isso nas aparências e julgamentos o véu vai cair por terra...
Poderia ser mais discreta, chocaria menos e continuaria também a viver em pecado mas aos olhos dos outros um pecado mais disfarçado, mais normal e que me daria o tal véu. Estar num tecto que não seja o nosso não é pecado, porque será então viver em pecado, quando se adormece de pézinho dado e com saudades mal a porta fecha?
Poupem-me a beatices que postas desta maneira não podem passar simplesmente disso! Não passam de julgamentos banais de quem fecha os olhos àqueles que vivem de momentos e tudo fazem para que aos outros tudo pareça bem feito do principio até ao dia do Sim!
Vivo com o Manuel e adoro viver com o Manuel! Não me canso de o ver dentro das nossas quatro paredes, de o ter ao meu lado enquanto vê programas chatos e eu adormeço ferrada! Não me canso de me rir com ele todos os dias e há dias em que ao fim da tarde já tenho saudades! Já discutimos muito, agora evitamos e quando acontece nada que um abrir da porta resolva tudo com uma troca de olhares cúmplice de quem gosta e reconhece.Umas vezes mais fáceis que outros mas não somos perfeitos, erramos bastante e juntos vamos crescendo! Não convido tios para jantar porque também os respeito e à confusão que lhes possa fazer vivermos juntos mas assumo que não tenho a minha casa, temos a nossa!
Havemos de casar, havemos de perante a Igreja e a sociedade oficializar esta vontade que temos em ter os pezinho entrelaçados todos os dias para adormecermos bem e tranquilos. Até lá, estamos muito bem a viver a nossa vida e acredito que Deus nos vai dando uma mãozinha tanto a nós que vivemos em pecado sete dias por semana como aos que vão vivendo nos dias em que podem!
Amigo, o meu conselho é que aproveites esta fase de viveres com quem gostas! Aproveitem os dois para se irem descobrindo e mesmo nas discussões crescam os dois! Vão construindo o vosso puzzle mesmo que à vezes tenham que tirar peças e começar de novo! Nem todos temos os mesmos gostos, nem todos olhamos para as peças da mesma maneira! Nada melhor do que o tempo para te mostrar que te vais estar a rir de todas estas discussõezinhas! :) E que o pensamento de que vives em pecado não te atormente! E quando atormentar, fala com Ele que vais ver que te desculpa!
Pensamentos, divagações, opiniões... COISAS que de letra a letra se tornam palavras e às vezes umas frases que até poderão fazer ou não sentido. E quando não o fizerem ao menos são palavras...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A humildade de receber a Vida!
Receber quando nada temos devia ser sinónimo de mãos abertas e gratidão. Coração cheio e sorriso maroto de quem recebe um mimo inesperado. Quando nada se tem o pouco torna-se imenso, facilmente os olhos brilham e duas mãos agarram outras num gesto de ternura e gratidão.
Receber quando já se teve e não se tem é complexo, é um retorcer e dar o braço a torcer. É como se parte de nós caisse e para se levantar tivessemos obrigatoriamente que reconhecer que receber é bom, receber é aceitar de bom grado o que outro coração nos quer dar.Quando não se tem nada muitas vezes usamos todas as manhãs a máscara da futilidade e falsidade que tendemos a nem nos sonhos largar. É complexo passar do dar ao receber, passar do estender ao recolher, do sentir alegria pelo conforto proporcionado a outros ao agradecer!
Ser-se humilde é exigente, grandioso e muitissimo raro! É um desprender de tudo, de nós próprios, do que temos e queremos, do que sentimos e vemos! É sairmos de nós próprios e vestir a pele do outro constantemente! Conheço uma pessoa verdadeiramente humilde, tenho essa sorte! Não o invejo, admiro-o em tudo e todos os dias e cada dia mais!
Gostava de ser humilde, gostava de conseguir atingir esse patamar que nos liberta de tudo o que é superfúlo e nos faz sentir e viver apenas o que interessa e quando interessa!
Gostava de conseguir controlar a complexidade de sentimentos que me fazem não ser humilde em algumas situações. Adorava ter a humildade de receber o que a vida me dá, bom e mau, saber receber e dar-lhe de mim o que melhor tenho! Se em tudo nos dizem para sermos os melhores e que quando somos os melhores somos os escolhidos, conseguimos o que queremos.... se formos os melhores a receber a nossa vida talvez também a nossa vida se torne melhor. Talvez a nossa vida ganhe outra nostalgia e se abandone a escuridão.
Porque custa dar comida a um sem abrigo e sermos insultadas aos gritos. Custa ver que idolatra o vinho rasca, tudo o que lhe resta para esquecer que algum dia teve e se teve a ele próprio está naquela garrafa! Não só está perdido como não quer estar sóbrio e de barriga cheia, não quer olhar para a vida de caras! Não quer receber! Bastam-lhe aquelas fracas uvas fermentadas e conversas imaginárias para adormecer num remoinho de miragens a dobrar que o fazem cair nas profundezas e esquecer-se de tudo o que recebeu e não soube receber! Talvez por isso agora não o faça...
É dificil engolir o orgulho e dar espaço à humildade, dar espaço a uma rua em vez de uma casa! É exigente temos que dar espaço a uma saudade enorme de alguém que a vida nos tirou em vez de abraços e confidências! É revoltante querermos e não podermos, não conseguirmos! Termos e deixarmos de ter! É a vida! É a vida a pedir-nos para deixarmos o vago e vazio ser preenchido pela Fé! E quando digo Fé não precisa de ser num Deus, no meu Deus! A vida precisa de Fé nela própria! A vida precisa que cada alma presente em cada corpo acredite! A vida precisa que por vezes nos abandonemos a nós próprios, às nossas vontades, aos nossos sonhos, abandonemos todos as coisas idealizadas e planeadas e estejamos preparados para receber o que para nós são as injustiças da vida!
Como em tudo na vida, não basta estarmos sentados à espera que o mundo e a vida nos traga aquilo que queremos agora ou daqui a uns anos. Nem sempre tudo corre como imaginamos, os que mais amamos partem, um trabalho termina, uma doença ataca-nos, um carro perde os travões...
A vida pede-nos a árdua tarefa de tentar saber aceitar e receber o que nos oferece, pede que lhe demos a mão e caminhemos juntas atrás do que queremos.
Hoje queria uma dose gigante de Fé, acompanhada de um copo de vinho rasca para saber receber com a humildade necessária e que me falta, que amanhã não Vais estar cá para Te dar os Parabéns!
Receber quando já se teve e não se tem é complexo, é um retorcer e dar o braço a torcer. É como se parte de nós caisse e para se levantar tivessemos obrigatoriamente que reconhecer que receber é bom, receber é aceitar de bom grado o que outro coração nos quer dar.Quando não se tem nada muitas vezes usamos todas as manhãs a máscara da futilidade e falsidade que tendemos a nem nos sonhos largar. É complexo passar do dar ao receber, passar do estender ao recolher, do sentir alegria pelo conforto proporcionado a outros ao agradecer!
Ser-se humilde é exigente, grandioso e muitissimo raro! É um desprender de tudo, de nós próprios, do que temos e queremos, do que sentimos e vemos! É sairmos de nós próprios e vestir a pele do outro constantemente! Conheço uma pessoa verdadeiramente humilde, tenho essa sorte! Não o invejo, admiro-o em tudo e todos os dias e cada dia mais!
Gostava de ser humilde, gostava de conseguir atingir esse patamar que nos liberta de tudo o que é superfúlo e nos faz sentir e viver apenas o que interessa e quando interessa!
Gostava de conseguir controlar a complexidade de sentimentos que me fazem não ser humilde em algumas situações. Adorava ter a humildade de receber o que a vida me dá, bom e mau, saber receber e dar-lhe de mim o que melhor tenho! Se em tudo nos dizem para sermos os melhores e que quando somos os melhores somos os escolhidos, conseguimos o que queremos.... se formos os melhores a receber a nossa vida talvez também a nossa vida se torne melhor. Talvez a nossa vida ganhe outra nostalgia e se abandone a escuridão.
Porque custa dar comida a um sem abrigo e sermos insultadas aos gritos. Custa ver que idolatra o vinho rasca, tudo o que lhe resta para esquecer que algum dia teve e se teve a ele próprio está naquela garrafa! Não só está perdido como não quer estar sóbrio e de barriga cheia, não quer olhar para a vida de caras! Não quer receber! Bastam-lhe aquelas fracas uvas fermentadas e conversas imaginárias para adormecer num remoinho de miragens a dobrar que o fazem cair nas profundezas e esquecer-se de tudo o que recebeu e não soube receber! Talvez por isso agora não o faça...
É dificil engolir o orgulho e dar espaço à humildade, dar espaço a uma rua em vez de uma casa! É exigente temos que dar espaço a uma saudade enorme de alguém que a vida nos tirou em vez de abraços e confidências! É revoltante querermos e não podermos, não conseguirmos! Termos e deixarmos de ter! É a vida! É a vida a pedir-nos para deixarmos o vago e vazio ser preenchido pela Fé! E quando digo Fé não precisa de ser num Deus, no meu Deus! A vida precisa de Fé nela própria! A vida precisa que cada alma presente em cada corpo acredite! A vida precisa que por vezes nos abandonemos a nós próprios, às nossas vontades, aos nossos sonhos, abandonemos todos as coisas idealizadas e planeadas e estejamos preparados para receber o que para nós são as injustiças da vida!
Como em tudo na vida, não basta estarmos sentados à espera que o mundo e a vida nos traga aquilo que queremos agora ou daqui a uns anos. Nem sempre tudo corre como imaginamos, os que mais amamos partem, um trabalho termina, uma doença ataca-nos, um carro perde os travões...
A vida pede-nos a árdua tarefa de tentar saber aceitar e receber o que nos oferece, pede que lhe demos a mão e caminhemos juntas atrás do que queremos.
Hoje queria uma dose gigante de Fé, acompanhada de um copo de vinho rasca para saber receber com a humildade necessária e que me falta, que amanhã não Vais estar cá para Te dar os Parabéns!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
E viva o Portugal das Lamentações!
E viva o Portugal das lamentações!
Este ano fui assistindo os Jogos Paraolímpicos e foram muitas as vezes em que fiquei perplexa! A quantidade de exercícios e modalidades que atletas com altos níveis de deficiência física faziam eram simplesmente extraordinárias! Respeito muito as pessoas com deficiências, vivem num mundo pouco preparado para eles. Tudo é um esforço, todos os dias são um dia...e cada dia é um jogo em que se brinca com todas as premissas que a vida lhes deu!
Estes são os verdadeiros heróis! Heróis que contra todas as adversidades, com o seu suor, empenho, sofrimento e dedicação alcançam um lugar no mundo! Atingem o impensável!
Pela simples razão de se respeitarem e dignificarem o dom da vida merecem o nosso respeito! Todos estes atletas vão conseguindo ultrapassar o muro das pieguices e lamentações sem se fazerem de coitadinhos! Invejo a vontade que têm em viver e fazer por acreditarem numa vida, numa vida diferente da vivida até agora, mas uma vida!
Emociono-me pela coragem e persistência com que lutam pela sua integridade no mundo enquanto seres, enquanto pessoas!
Eis a minha questão: Como é que estas pessoas conseguem arranjar forças e garra para mudarem as suas mentalidades e encontrarem um novo lugar no mundo, e nós, dotados de cabeça, tronco e membros, visão e fala, revestidos de sabedoria, raciocínio, facilidades e um mundo inteiro por descobrir sem dependermos de terceiros, como é que temos a lata de nos lamentarmos todos os santos dias?!?!?!?!?!
Quando deixamos que o muro das lamentações faça parte de nós e permitimos que entre nas nossas casas, trabalho, nos nossos jantares entre amigos, na nossa família não nos estamos a respeitar nem a dignificar o que todos temos, a vida! Estamos a ser medíocres!
Criticar, quando construtivamente, é positivo, faz bem e produz mais e melhor! Lamentar é mau, é negativo, é pessimista, é o revelar de uma inoperância constante! Lamentar-se e não fazer nada para contrariar a lamechice é burrice e tenho muita dificuldade em lidar com pessoas burras que por capricho se fazem de coitadinhas!
Com os tempos e condições bastante complicadas e adversas, parece que lançaram o curso das novas oportunidades para a Lamechice com direito a título de Coitadinho!
Custa sermos humildes para fazermos coisas para as quais não estudámos e nas quais a sociedade nos estranha ver! É verdade, custa! Custa contrariar hábitos e luxurias antigas mas os tempos assim o exigem!
O português vive na sombra dos que foram conquistadores e tiveram a audácia e coragem de ir à procura da descoberta do mais além! Vive do comodismo e tem medo da incerteza. Prefere a constante lamentação à incerteza de um esforço diário onde poderá falhar.
Adoro o meu país! Adoro ir todos os dias para casa e deixar-me maravilhar pela beleza de Lisboa. Desde o Rossio com o Castelo a espreitar sobre nós como quem pede para o admirar. À Baixa com o seu movimento de pessoas oriundas dos vários cantos do mundo. À Praça do Terreiro do Paço que nos faz virar costas ao rio para mergulhar na sua imponência e beleza...Adoro chegar a casa e ver os barcos a passar.
Não me imagino a viver noutro país! Viajar é dos poucos vícios que tenho e sempre que o faço gosto de voltar ao nosso Portugal, ao cantinho no mundo que se deixa abraçar pelo mar com um potencial enorme! Gosto de viver aqui, sou portuguesa, tenho cá os que mais amo! Gosto de viver num país onde as mulheres têm direitos, onde as crianças ainda brincam na rua e a principal razão de morte não são doenças, fome ou bala perdida! Gosto de viver num pais onde a palavra Saudade se deixa cantar num fado!
Temos que começar a ter respeito por nós, a evitar as lamentações, a criar oportunidades, a sermos mais solidários, a sentirmos que fazemos alguma coisa por nós, pelos outros, pela sociedade! É preciso calma, espirito de sacrifício e vontade de trabalhar no quer que seja! Todo o trabalho, desde que bem feito, é digno!
"Para trás mija a burra e para a frente é que é o caminho!" Enquanto tivermos família e amigos tudo se consegue, tudo se ultrapassa! Não se lamentem...Façam!
Este ano fui assistindo os Jogos Paraolímpicos e foram muitas as vezes em que fiquei perplexa! A quantidade de exercícios e modalidades que atletas com altos níveis de deficiência física faziam eram simplesmente extraordinárias! Respeito muito as pessoas com deficiências, vivem num mundo pouco preparado para eles. Tudo é um esforço, todos os dias são um dia...e cada dia é um jogo em que se brinca com todas as premissas que a vida lhes deu!
Estes são os verdadeiros heróis! Heróis que contra todas as adversidades, com o seu suor, empenho, sofrimento e dedicação alcançam um lugar no mundo! Atingem o impensável!
Pela simples razão de se respeitarem e dignificarem o dom da vida merecem o nosso respeito! Todos estes atletas vão conseguindo ultrapassar o muro das pieguices e lamentações sem se fazerem de coitadinhos! Invejo a vontade que têm em viver e fazer por acreditarem numa vida, numa vida diferente da vivida até agora, mas uma vida!
Emociono-me pela coragem e persistência com que lutam pela sua integridade no mundo enquanto seres, enquanto pessoas!
Eis a minha questão: Como é que estas pessoas conseguem arranjar forças e garra para mudarem as suas mentalidades e encontrarem um novo lugar no mundo, e nós, dotados de cabeça, tronco e membros, visão e fala, revestidos de sabedoria, raciocínio, facilidades e um mundo inteiro por descobrir sem dependermos de terceiros, como é que temos a lata de nos lamentarmos todos os santos dias?!?!?!?!?!
Quando deixamos que o muro das lamentações faça parte de nós e permitimos que entre nas nossas casas, trabalho, nos nossos jantares entre amigos, na nossa família não nos estamos a respeitar nem a dignificar o que todos temos, a vida! Estamos a ser medíocres!
Criticar, quando construtivamente, é positivo, faz bem e produz mais e melhor! Lamentar é mau, é negativo, é pessimista, é o revelar de uma inoperância constante! Lamentar-se e não fazer nada para contrariar a lamechice é burrice e tenho muita dificuldade em lidar com pessoas burras que por capricho se fazem de coitadinhas!
Com os tempos e condições bastante complicadas e adversas, parece que lançaram o curso das novas oportunidades para a Lamechice com direito a título de Coitadinho!
Custa sermos humildes para fazermos coisas para as quais não estudámos e nas quais a sociedade nos estranha ver! É verdade, custa! Custa contrariar hábitos e luxurias antigas mas os tempos assim o exigem!
O português vive na sombra dos que foram conquistadores e tiveram a audácia e coragem de ir à procura da descoberta do mais além! Vive do comodismo e tem medo da incerteza. Prefere a constante lamentação à incerteza de um esforço diário onde poderá falhar.
Adoro o meu país! Adoro ir todos os dias para casa e deixar-me maravilhar pela beleza de Lisboa. Desde o Rossio com o Castelo a espreitar sobre nós como quem pede para o admirar. À Baixa com o seu movimento de pessoas oriundas dos vários cantos do mundo. À Praça do Terreiro do Paço que nos faz virar costas ao rio para mergulhar na sua imponência e beleza...Adoro chegar a casa e ver os barcos a passar.
Não me imagino a viver noutro país! Viajar é dos poucos vícios que tenho e sempre que o faço gosto de voltar ao nosso Portugal, ao cantinho no mundo que se deixa abraçar pelo mar com um potencial enorme! Gosto de viver aqui, sou portuguesa, tenho cá os que mais amo! Gosto de viver num país onde as mulheres têm direitos, onde as crianças ainda brincam na rua e a principal razão de morte não são doenças, fome ou bala perdida! Gosto de viver num pais onde a palavra Saudade se deixa cantar num fado!
Temos que começar a ter respeito por nós, a evitar as lamentações, a criar oportunidades, a sermos mais solidários, a sentirmos que fazemos alguma coisa por nós, pelos outros, pela sociedade! É preciso calma, espirito de sacrifício e vontade de trabalhar no quer que seja! Todo o trabalho, desde que bem feito, é digno!
"Para trás mija a burra e para a frente é que é o caminho!" Enquanto tivermos família e amigos tudo se consegue, tudo se ultrapassa! Não se lamentem...Façam!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
O coração que faz Arte!
Num casamento vivem-se e admiram-se mil emoções todas concentradas em pequenos momentos, em algumas horas.
Os nervos do noivo, os olhos a brilhar e a lágrima a cair. O sorriso rasgado, a alma sossegada e calma quando ficam lado a lado. Lado a lado como irão ficar o resto das vidas...
Os arrepios de uma voz solene e bonita que nos enche a alma e liberta o coração. As cantorias alegres e danças enamoradas depois de promessas feitas. O entusiasmo de um ramo e a projecção de um futuro. Naquele espaço de horas muita coisa se vive, muitos sentimentos se passam mas há uns que marcam...há aqueles que ficam passado as horas mal dormidas e nem o sono em falta os apagam.
Neste casamento vivi muitas emoções, ri imenso, quase chorei, namorei bastante, dancei sempre! Estava longe de imaginar que no fim, já exausta e cansada ainda teria o melhor do óptimo!
Pista deserta, dia a nascer e o artista sem saber deu-nos o privilégio de o ver e ouvir fazer arte! Foi um momento, para mim o momento!
Há pessoas que nascem com dons mas nunca os descobrem. Este artista tem este dom enorme, esta capacidade de humildemente nos deixar estáticos e presos ao chão a ouvir! Desde músicas clássicas, a Pedro Abrunhosa e Elton John, cada música e nota tocada é sentida e respeitada. Não houve estudos, não houve preparação, existe um dom! Existe um coração extraordinário!
Ali fiquei! Quis gravar o momento, desejei ter um telefone, uma máquina mas não foi preciso...Como as pessoas que ainda ali estavam e não conseguiam sair porque é impossivel virar as costas a um som tão bonito e gracioso, o que ouvi e vi, ficou gravado na memória, nas lágrimas quase deitadas de emoção e orgulho, no conforto que chegou ao coração!
Este artista é especial! Este artista tem um coração extraordinariamente bonito! As suas batidas são puras e genuínas! Vê na música, no piano o consolo, um amigo! Como um escritor usa a música e anseia por ela para se isolar do mundo e se inspirar, como os desportistas precisam dela para se motivarem e se esforçarem ao limite! Este artista namora com a música! Vê nela uma amiga, o seu conforto e confidente. A companhia nos dias mais longos e par de dança nos dias de festa!
Juntos cantam e dançam, choram e recordam, riem e gozam o momento! Juntos criam e sonham! Vão os dois e deixam-se levar...e nesse caminho fazem com que nós fiquemos ali, petrificados a admirar o seu namoro! Este namoro que sem nos apercebermos nos rouba os corações e nos eleva a um estado de alma que nos faz esquecer o frio, o sol a nascer, as pernas cansadas...
Obrigado Artista por usar os seus dons! Obrigado querido Artista por ser e ter esse coração tão nobre! Só um coração assim baila com as teclas de um piano e nos dá música!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Namorem! Namorem e namorem!
25.08.2012
Hoje é o dia em que passados quase doze anos de se irem casando devagarinho, por vossa vontade assumem perante Deus, as vossas famílias, os vossos amigos e a sociedade que querem continuar a namorar os dois para o resto das vossas vidas.
Fazem aqui hoje um elogio aos quase doze anos juntos e unidos em que também neles as vossas famílias e amigos se foram casando com vocês devagarinho e muitas vezes à distância.
A promessa e o amor é entre a Inês e o Joaquim mas devemos estar todos cientes que ninguém constrói uma família, é ela que nos vai construindo e definindo, é ela que nos torna aquilo que somos e por isso nenhum de nós poderá criar uma família isolada. Com os exemplos e valores que receberam vão criar uma nova família e viver a vossa história.
Os vossos corações aproximaram-se, foram-se conhecendo, crescendo e batendo ao mesmo ritmo. Casados vão trazer o melhor que o outro tem e com cedências e discussões, porque também elas fazem parte, irão ultrapassar problemas e desbravar novos caminhos!
As saudades, para vocês foram uma sobremesa amarga repetida constantemente entre Almeirim, Lisboa, Badajoz, Madrid e Londres mas nem isso vos impediu de se irem casando devagarinho porque o que sentem é forte, porque vocês são raros! Orgulhem-se sempre muito um do outro porque o vosso "nós" é grandioso e sem dúvida que vos torna mais e melhor!
É extraordinário ver o brilho e cumplicidade nos olhos um do outro, a alegria e energia da Inês a dançar com a calma e serenidade do Joaquim! As saudades mal o Joaquim fecha a porta ou a Inês chega tarde do Hospital! Nestes anos souberam respeitar e apoiar as decisões e ambições um do outro com cedências e ansiedade mas sempre com muito amor.
Espero que saibam os dois respeitar a honra que têm em testemunhar a vida um do outro! Vão ver e ter partes de cada um que ninguém viu, sentiu e terá. Vão receber os sorrisos, o choro, a alegria, o entusiamo, as confidências e pensamentos, o vosso amor. Vão estar na primeira fila e chegará a altura em que serão os olhos, os ouvidos, a bengala e o ombro sem o qual não conseguem adormecer.
Para isso estamos aqui todos hoje. Porque de alguma maneira somos especiais para a Inês e o Joaquim e para a família dos dois. Todos teremos o nosso papel neste grande namoro que aí vem.
Como madrinha irei estar sempre aqui e sempre a dizer para namorarem e namorarem! Enamorem-se e namorem os dois, com a família, com amigos e se Deus quiser com os vossos filhos! Nunca esquecendo como vos disseram, que o vosso casamento é o vosso primeiro filho e como tal, vão ter sempre que o tratar, mimar, cuidar e amar! Namorem! Namorem e Namorem!
terça-feira, 31 de julho de 2012
A ti que és parte de mim!
A ti que és parte de mim!
Deves ler este texto no teu sofá, sentadinha e sossegada no teu mundo. O teu mundo que é mesmo só teu e de que tanto gostas e precisas! Gostava que precisasses menos dele e por vezes conseguisses dispensar o teu mundo e viajar para o meu! Não que a viagem seja longa e cansativa, não o é para o ser humano normal mas é para ti! Para ti que és especial e por o seres é-te permitido estares longes, deixamos que a saudades aumentem, sejam tão grandes que deixam de ser saudades e passam a um estado normal! O normal é não vermos, é não sabermos, não vivermos momentos as duas como tantos que já partilhámos!
Lembro-me de tantos e recordo outros e todos eles me fazem rir e se não me fazem rir lembram-me conforto, mimo e compreensão! Discussões que nos fazem voar na tua persistência e teimosia. Há dias que me consigo rir e filosofar mas confesso que noutros desespero! Tens as tuas ideias, os teus ideiais, as tuas convicções! Falas ao telefone como ninguém e um dia ofereci-te a prova disso :) Guardas as estrelas que um dia te ofereci no azul mais estranho e impensável de sempre!
Tentámos trocar aquilo que por várias razões e tamanhos era impossivel mas rimos e rimos com isso!
Trocamos chupas chupas, rimos, chorámos, caímos, bebemos, passámos noites em claro entre conversas e ansiedades! Partilhámos a mesma televisão quando deviamos ter os olhos nas letras dos livros para os exames. Dançámos e encantámos e numa altura apostámos! Gritámos e falámos mas quando foi preciso oferecemos o silêncio das ruas da baixa uma à outra e adormecemos entre letras de músicas e fotografias!
Nas maiores das asneira estavas lá como no pecado que não o era! Foste a minha consciência mas nunca julgamento!
Acredito que o que sofri foi menos porque te tinha ali! Acredito que o que sorri e diverti foi mais sentido porque estavas ali! Se cheguei aqui foi porque te tive ali!
Defendes-me com garras de leoa e fazes-me voar de uma moto4 como louca que és! Tens paranoias que não percebo mas se as percebesse deixariam de o ser e talvez perdesses a tua essência!
Podias estar mais vezes comigo e não estás, sabes que o teu estatuto assim o permite! Sabes que não estás mas estás! Vais estar e fazes sempre parte! Vais sempre fazer! O que o meu coração tem de ti já faz uma vida, já desculpa a distância! Acho que a amizade tem isto de extraordinária e inexplicável! Não precisamos pedir desculpas, fazêmo-lo sem dar por isso e é tão bom!
Obrigado por estares no meu coração, na minha vida e a tornares melhor! Tens uma vida, agarra-a!! Eu estou aqui como sei que estás ai minha porquinha! :)
Deves ler este texto no teu sofá, sentadinha e sossegada no teu mundo. O teu mundo que é mesmo só teu e de que tanto gostas e precisas! Gostava que precisasses menos dele e por vezes conseguisses dispensar o teu mundo e viajar para o meu! Não que a viagem seja longa e cansativa, não o é para o ser humano normal mas é para ti! Para ti que és especial e por o seres é-te permitido estares longes, deixamos que a saudades aumentem, sejam tão grandes que deixam de ser saudades e passam a um estado normal! O normal é não vermos, é não sabermos, não vivermos momentos as duas como tantos que já partilhámos!
Lembro-me de tantos e recordo outros e todos eles me fazem rir e se não me fazem rir lembram-me conforto, mimo e compreensão! Discussões que nos fazem voar na tua persistência e teimosia. Há dias que me consigo rir e filosofar mas confesso que noutros desespero! Tens as tuas ideias, os teus ideiais, as tuas convicções! Falas ao telefone como ninguém e um dia ofereci-te a prova disso :) Guardas as estrelas que um dia te ofereci no azul mais estranho e impensável de sempre!
Tentámos trocar aquilo que por várias razões e tamanhos era impossivel mas rimos e rimos com isso!
Trocamos chupas chupas, rimos, chorámos, caímos, bebemos, passámos noites em claro entre conversas e ansiedades! Partilhámos a mesma televisão quando deviamos ter os olhos nas letras dos livros para os exames. Dançámos e encantámos e numa altura apostámos! Gritámos e falámos mas quando foi preciso oferecemos o silêncio das ruas da baixa uma à outra e adormecemos entre letras de músicas e fotografias!
Nas maiores das asneira estavas lá como no pecado que não o era! Foste a minha consciência mas nunca julgamento!
Acredito que o que sofri foi menos porque te tinha ali! Acredito que o que sorri e diverti foi mais sentido porque estavas ali! Se cheguei aqui foi porque te tive ali!
Defendes-me com garras de leoa e fazes-me voar de uma moto4 como louca que és! Tens paranoias que não percebo mas se as percebesse deixariam de o ser e talvez perdesses a tua essência!
Podias estar mais vezes comigo e não estás, sabes que o teu estatuto assim o permite! Sabes que não estás mas estás! Vais estar e fazes sempre parte! Vais sempre fazer! O que o meu coração tem de ti já faz uma vida, já desculpa a distância! Acho que a amizade tem isto de extraordinária e inexplicável! Não precisamos pedir desculpas, fazêmo-lo sem dar por isso e é tão bom!
Obrigado por estares no meu coração, na minha vida e a tornares melhor! Tens uma vida, agarra-a!! Eu estou aqui como sei que estás ai minha porquinha! :)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Notas fora do refrão!
Todos os anos festejamos o dom da vida e a graça de estarmos vivos de 365 dias em 365 dias! Cada dia tem 24horas e cada hora 60minutos constituidos por minutos que duram 60 segundos!
A nossa monotonia começa aqui! No limite das nossas 24h diárias! A vida é feita de passos sistematicos, de sinfonias onde a melodia se repete e a pauta se volta a escrever sempre da mesma maneira! Mas como nas músicas, não podemos ficar só pelo refrão! Não podemos ficar satisfeitos com o que gostamos mais, com o que sabemos que está ali e é cantado sempre da mesma maneira!
Quando ouvimos e cantamos uma das nossas músicas favoritas queremos mais do que um simples refrão! Queremos um espectáculo!! Queremos luzes em várias direcções e de diferentes cores!! Queremos bailarinos!! Queremos que a música seja cantada por inteiro e que mesmo assim fique em nós uma vontade e um gozo de a voltar a cantar e cantar!
É fácil entrarmos na monotonia e deixarmo-nos ficar pelo refrão! É fácil pôr de lado a letra por completo e ficarmos apenas pela parte em que temos mais segurança! Deixarmos correr a música como a vida, cantarolando apenas o refrão!
Até ao dia, em que nos chamam ao palco! Até que esse momento que devia ser épico e único se transforma também ele apenas num refrão! Sem darmos conta deixamos que a monotonia acabe por nos estragar os nossos momentos, os nossos sonhos, as nossas oportunidades! Irónico é, que todas as músicas em que apenas sabemos o refrão foram escritas e cantadas pelos nossos ídolos! O momento perdeu-se! Ironia das ironias não nos esforçámos o suficiente ou pelo menos mais um bocadinho e ficámos com aquilo que alimentámos, o refrão! Ficámos com uma parte quando lutámos pelo todo!
A nossa vida é música! Uns dias animada e eufórica, outros dias melancolica e triste! A nossa vida tal como a música, tem as mesmas sete notas, tem as suas escalas e tons e com estas conseguimos fazer músicas extraordinárias, músicas únicas e especiais! Somos todos feitos do mesmo, dependemos todos do mesmo mas temos algo que nos torna únicos e singulares! Temos algo que nos faz aproximar uns dos outros, que nos faz encontrar Aquela Voz que perto de nós facilmente torna as nossas palavras música e consegue com que as suas aos nossos ouvidos soem a melodia!
A monotonia faz parte da nossa vida, está em nós! Não permitamos que ela se apodere de nós e nos faça ouvir repetidamente a mesma música! As notas têm que ser misturadas de vez em quando! A música até pode ser a mesma mas tem que ser entoada de outra maneira, ouvida num sitio diferente, acompanhada por tambores em noites loucas ou por flautas e violinos em noites mais serenas!
Enquanto existirem notas, enquanto a voz ao nosso lado conseguir transformar palavras em música, vale a pena não ficarmos apenas pelo refrão! Vale a pena usarmos da imaginação e pormos notas de pernas para o ar fora do refrão!
A nossa monotonia começa aqui! No limite das nossas 24h diárias! A vida é feita de passos sistematicos, de sinfonias onde a melodia se repete e a pauta se volta a escrever sempre da mesma maneira! Mas como nas músicas, não podemos ficar só pelo refrão! Não podemos ficar satisfeitos com o que gostamos mais, com o que sabemos que está ali e é cantado sempre da mesma maneira!
Quando ouvimos e cantamos uma das nossas músicas favoritas queremos mais do que um simples refrão! Queremos um espectáculo!! Queremos luzes em várias direcções e de diferentes cores!! Queremos bailarinos!! Queremos que a música seja cantada por inteiro e que mesmo assim fique em nós uma vontade e um gozo de a voltar a cantar e cantar!
É fácil entrarmos na monotonia e deixarmo-nos ficar pelo refrão! É fácil pôr de lado a letra por completo e ficarmos apenas pela parte em que temos mais segurança! Deixarmos correr a música como a vida, cantarolando apenas o refrão!
Até ao dia, em que nos chamam ao palco! Até que esse momento que devia ser épico e único se transforma também ele apenas num refrão! Sem darmos conta deixamos que a monotonia acabe por nos estragar os nossos momentos, os nossos sonhos, as nossas oportunidades! Irónico é, que todas as músicas em que apenas sabemos o refrão foram escritas e cantadas pelos nossos ídolos! O momento perdeu-se! Ironia das ironias não nos esforçámos o suficiente ou pelo menos mais um bocadinho e ficámos com aquilo que alimentámos, o refrão! Ficámos com uma parte quando lutámos pelo todo!
A nossa vida é música! Uns dias animada e eufórica, outros dias melancolica e triste! A nossa vida tal como a música, tem as mesmas sete notas, tem as suas escalas e tons e com estas conseguimos fazer músicas extraordinárias, músicas únicas e especiais! Somos todos feitos do mesmo, dependemos todos do mesmo mas temos algo que nos torna únicos e singulares! Temos algo que nos faz aproximar uns dos outros, que nos faz encontrar Aquela Voz que perto de nós facilmente torna as nossas palavras música e consegue com que as suas aos nossos ouvidos soem a melodia!
A monotonia faz parte da nossa vida, está em nós! Não permitamos que ela se apodere de nós e nos faça ouvir repetidamente a mesma música! As notas têm que ser misturadas de vez em quando! A música até pode ser a mesma mas tem que ser entoada de outra maneira, ouvida num sitio diferente, acompanhada por tambores em noites loucas ou por flautas e violinos em noites mais serenas!
Enquanto existirem notas, enquanto a voz ao nosso lado conseguir transformar palavras em música, vale a pena não ficarmos apenas pelo refrão! Vale a pena usarmos da imaginação e pormos notas de pernas para o ar fora do refrão!
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