Pensamentos, divagações, opiniões... COISAS que de letra a letra se tornam palavras e às vezes umas frases que até poderão fazer ou não sentido. E quando não o fizerem ao menos são palavras...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Resignar é ir morrendo!
http://youtu.be/xXtVBJDPs6k
Resignar
Acho que é dos verbos que mais odeio e que sempre que o ouço ou leio numa mensagem, num texto ou olhar de alguém me aterroriza e amedontra.
Resignar é perder todos os dias parte de nós! É permitir e deixarmos que lentamente pedaços do nosso eu deserte num mundo que não é o que deveria ser! Quando nos resignamos acabamos por sacrificar-nos e exonorar-nos, sem ou a darmos conta! Abandonamos o que nos preenche e satifaz como se fossemos um papel largado e abandonado no lixo. Abstemo-nos de nós e renunciamos à entrega total das nossas capacidades e emoções para darmos lugar a um desanimar facilitado e conformista.
Eu própria me conformo com o meu trabalho e uso as desculpas que com a actual crise facilmente são permitidas e aceites para continuar a fazê-lo.
No que respeita a valores, a sentimentos,a tudo aquilo que não tenho que retroceder para viver! A tudo aquilo que me torna pessoa sem em troca receber dinheiro, aquilo que me preenche o coração, a isso, não me resigno!
Luto, acredito, procuro, choro, riu e tento que cada gesto tenha ânimo e seja sentido!
De que é que vale a vida se nos resignarmos a apenas gostar e não amar? De que valerá a vida se apenas quisermos ser amigos quando tudo corre bem e quando o mal surge decidimos viajar? De que vale a vida se o coração não se encher realmente de sentimentos puros e intensos?
Resignar é fraqueza, é medo, insegurança mas essencialmente deixar que a vida se apodere de um infindável eco onde nos iludimos que existem os outros e apenas fingimos que existimos!
Criamos a ilusão de que se tivermos sempre alguém que nos responda, mesmo que seja o nosso eco, seremos felizes porque nao estamos sozinhos!
Enganam-se, nem o nosso eco se resigna a estar uma vida inteira a repetir-nos!
Tudo o que não sai do coração facilmente cai no silêncio da solidão!
Solidão que nem sempre é só a nossa. Por norma levamos sempre outras vozes que foram tentando fazer eco connosco. Também elas nunca pararam para escutar com atenção e perceberem que duas vozes falavam mas o eco apenas devolve uma...a que se entregou ao vazio e optou por perder a vida e deixar-se levar insonsamente!
A vida é um milagre extraordinário por isso não podemos desertar, não podemos apenas ir estando e declinar no passar do tempo a nossa existência, temos que viver!
Há que amar quem está ao nosso lado com todas as forças e cada dia mais um bocadinho! Não existe o gosto mais ou menos! Ou se gosta ou não se gosta! Há que procurar o mais e não o menos que falsamente parece mais seguro! Os dois corações têm que bater e crescer a dobrar não pode ficar apenas um, pequeno e sempre em esforço para transportar os dois!
Há que adorar pai e mãe e enchê-los de beijinhos e abraços! Há que dizer hoje o que se sente e não deixar para o dia quando já não ouvirmos! Há que sorrir de beiços rasgados e brilho nos olhos!
Há que chorar e deitar lágrimas de saudades e tristeza! Há que roer as unhas de nervos e ansiedade! Há que ficar com dores de cabeça de tanto gritar para marcar uma posição! Há que valorizar um pequeno almoço, uma casa a ser montada, uma cama feita! Há que no meio de uma noite entre amigos olhar em volta e ficar de coração preenchido por estar ali e os ter!
Se dermos valor ás pequenas coisas todas juntas tornam-se gigantas e só assim percebemos que somos dotados de coisas boas e que também nós, se vivermos, podemos todos os dias fazer pequenos milagres!
Resignar não é viver é ir morrendo devagarinho e matando quem está ao nosso lado!
Há que abandonar e despedir a resignação nos nossos corações e VIVER de coração aberto! Viver!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O raio que ilude ser Sol!
Adoro a vida! Adoro o que de mais extraordinário ela nos dá: as pessoas! Dá-me prazer conhecer muitas e se possível gostava de ficar amiga de mais!
Admiro imenso a diversidade existente em cada um e interesso-me pela complexidade que é percebermo-nos e entendermo-nos! Sempre olhei para o outro com preocupação...
Um miúdo com olhar triste na rua dá-me que pensar, faz-me imaginar as mil razões para existir aquele olhar triste e perdido.
Levo comigo durante algum tempo o sofrimento que vi e senti. Carrego a vontade irracional de conseguir dar abraços sem razão, de chegar a estes que aos meus olhos me parecem desconsolados e distantes da vida!
Infelizmente não consigo! Tenho medo de me intrometer noutra vida que não a minha! Não tenho tempo, estou de passagem e o miúdo de olhar vago e disperso não é meu, é dele e da sua família! É difícil gostar do outro, é quase impossível amar puramente um outro que não é nosso e mais falso é dizer que facilmente o conseguimos fazer!
Adoro a vida e detesto a falsidade! Não vivo bem com o dito por não dito! Custa-me o fingimento!
Se assumo que não consigo estar para o outro como ele merecia, se apesar de não me conformar aceito essa falha e cobardia, porque é que parte de vocês tem de continuar a persistir na ilusão criada de que estão e estiveram sempre presentes?
Porque é que tens o descaramento de dizer que estiveste sempre presente e descaradamente vais-me cobrando essa presença?
Porque é que quase me exiges um agradecimento e louvor pelo que tu achas que fizeste?
No meu mais recente namoro por cartas recebi uma em que dizia que agradecia demais coisas que não eram mais do que obrigações! Que não tinha que agradecer tanto porque quando se faz com o coração não se espera gratidão, simplesmente faz-se!
Não me passa pela cabeça dizer e reclamar que ajudo muitas famílias, que mudei a vida de pessoas quando simplesmente vou sendo a mão que chega através de muitas outras!
É inconcebível para mim assumir que ajudo e estou presente para mascarar o peso que tenho em não ter ajudado mais, em não chegar mais longe! Em não ter estado mais presente e percebido a tempo os sinais daquela mãe que todos os dias era espancada e acabou por fugir!
Torna-se surreal quando alguém acha que se pode iludir e criar uma imagem de presença e amor quando tal não aconteceu!
Amor é o que faz uma mãe fugir e um pai trabalhar dia e noite para que os filhos acordem e tenham pão! Amor é saber, conhecer, perceber e estar!
Não existe o amar de vez em quando e aos bocadinhos quando nos apetece e dá jeito! Amar exige uma continuidade que nos faz lutar todos os dias um bocadinho para que no meio do inferno haja um raio de luz!
Há que ter consciência que não és o Sol! Foste um raio de luz que aparecias quando querias! Nos momentos de trovoada foste sempre o primeiro a esconder-te atrás do facilitismo da primeira nuvem! Quando decides aparecer e estar presente és óptimo e amigo mas mesmo perto foste desaparecendo…
Não queiras tornar-te no Sol porque te fica mal! Cais no ridículo e infelizmente escolhes a pior maneira de o fazer! Desces baixo e magoas-me! Consegues transformar-te num raio arrepiante no meio de uma trovoada! Consegues manchar o bom que fizeste e vais sendo!
Percebe, que o papel que pretendes ter foi tendo a lua de olhos verdes e nem por isso me exigiu nada!
Não quero que me ames como amas os teus, dou-me por satisfeita se simplesmente não caires na ousadia e mentira de dizeres que o fazes!
Tens uma ferida enorme no teu coração, podes dormir mal e guardares no teu silêncio inúmeras perguntas sem resposta mas não é isso que te dá o direito de me magoares porque sim! Não quero que me ames como amas os teus, dou-me por satisfeita se simplesmente não caires na ousadia e mentira de dizeres que o fazes!
Porque não consegues encarar as tuas fraquezas decides descaradamente atacar as minhas?
Não queiram ter o brilho de uma estrela que não é a vossa! Deixem o brilho para quem realmente merece!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Amar um homossexual!
Muitas vezes falei entre amigos, muitas vezes pensei e repensei nisto de ser heterossexual ou homossexual! Apeteceu-me escrever sobre o assunto mas sendo um tema que causa controvérsias e divergências e do qual não tenho conhecimentos suficientes para ter mais do que a minha simples opinião e maneira de ver este mundo acabei sempre por não escrever.
Gosto de pensar nestes casos como se acontecessem a alguém ao meu lado, a alguém da minha família! E se um dia tiver um filho homossexual?
Esforço-me por tentar ver assim e contrariar o facilitismo com que falo de conhecidos, dos outros que não são os nossos! É fácil construirmos preconceitos e barreiras com outros distantes e a quem não amamos. E se forem os nossos?
Alguém me disse que se um filho fosse homossexual não o conseguiria olhar e amar da mesma maneira. Iria ficar tão triste que não ia conseguir ser o mesmo e o seu filho iria perceber e afastar-se.
Não consigo concordar com isto! Não consigo imaginar que o amor de pai ou mãe deixe de existir por isto. A leveza com que nos esquecemo-nos que somos seres diferentes cheios de espirito e alma que dão vida ao nosso corpo é muita e fácil!
Duas pessoas por desejo e escolha decidem ter um filho! Optam os dois por gerar um ser que não pediu para nascer, vai fazê-lo porque eles assim o quiseram! Quiseram dar vida à ao amor que sentem e por isso mesmo cuidar dele, amá-lo, educa-lo e respeitá-lo!
Comprometem-se a estar sempre presentes na criação da sua obra prima! A dar-lhe as melhores tintas, as mais diversas cores os mais belos horizontes! Por amor fazem tudo para que esta vá nascendo e crescendo na melhor tela. Tentam conseguir as melhores e diversas cores para que a pintura consiga nos seus dedos ficar cada vez mais bonita e de óptima qualidade! Aprendem técnicas para quando um pincel deixar cair uma gota de tinta ou uma mão tremer, conseguirem emendar e recuperar a pintura! Compram uma moldura bonita e clássica, cheia de história e simbolismos e anseiam que o quadro que idealizaram se finalize! Tudo terá que ser perfeito! As bases são óptimas, os materiais espectaculares, a moldura extrordinariamente bonita e rara! A parede já fora escolhida e reservada há anos!
Exposição inaugurada, champanhe e aperitivos deliciosos e bem servidos! Ambiente descontraído e curioso. Mãe e pai tiram o pano que irá desvendar e mostrar a todos o enorme orgulho que têm da sua obra prima, do seu mais que tudo! O pano cai, o quadro que está na tela tão bem escolhida, na moldura tão bem polida não é o que eles queriam e esperavam! Não é o quadro que fez os convidados aplaudir e licitar, pelo contrário, entre olhares de espanto e malvadez disfarçam um grande wow !
A pintura exposta desilude as expectativas criadas. Destrói sonhos e investe contra a normalidade aceite! A pintura final mesmo não tendo sido criada pelos pais causa-lhes embaraço!
Sentimentos menos puros, como a vergonha e medo da sociedade, ganham força e quase anulam o amor que têm pela obra prima, criada e amada pelos dois!
Onde é que falharam? Nas tintas? Nas paisagens? Terão sido eles os pinceis mais fracos?
Sentimentos menos puros, como a vergonha e medo da sociedade, ganham força e quase anulam o amor que têm pela obra prima, criada e amada pelos dois!
Onde é que falharam? Nas tintas? Nas paisagens? Terão sido eles os pinceis mais fracos?
Não há falhas quando se pinta um quadro, há amor e respeito pela obra que se está a criar! A única falha é quando se deixa de amar uma obra por ela não ser aquilo que pretendíamos!
Valerá a pena abandonar uma obra tão pura e bonita, uma obra que expõe toda a nossa ingenuidade e alma só porque é diferente de nós? Só porque a sociedade não a admira e considera obra de arte?
Acho que não! Nenhuma obra deve ser abandonada e desrespeitada!
Ainda não sou mãe! Sou filha, irmã, neta, sobrinha, prima, amiga e namorada. Conheço e vivo estas maneiras de se amar o outro! Sinto-as de uma forma tão intensa que me custa muito imaginar um amor de mãe e pai morrer por isto!
Imagino que custe deitar por terra a normalidade incutida por todos nós e aceitar que temos nossa uma pintura diferente que também criticamos e recusamos ver. Custa imaginar um bailado diferente daquele que dançamos! É difícil libertarmo-nos daquilo que queremos, dos nossos medos e amarmos os nossos tal como são. Mas isso não é o que se pede de uma mãe e de um pai? Que corram o risco de criar um quadro sem saberem que pintura terá e mesmo assim amá-lo?
Imagino que custe deitar por terra a normalidade incutida por todos nós e aceitar que temos nossa uma pintura diferente que também criticamos e recusamos ver. Custa imaginar um bailado diferente daquele que dançamos! É difícil libertarmo-nos daquilo que queremos, dos nossos medos e amarmos os nossos tal como são. Mas isso não é o que se pede de uma mãe e de um pai? Que corram o risco de criar um quadro sem saberem que pintura terá e mesmo assim amá-lo?
Tenho pena de todas aquelas pessoas que não conseguem ser felizes tal como são! Independentemente da minha educação, dos meus princípios, da minha maneira de estar e dos valores de família que tenho, não me sinto bem quando vejo pessoas infelizes!
Faz-me confusão quando deixam de o ser, não pelo peso de terem morto, roubado, drogado, vigarizado ou espancado alguém mas simplesmente porque dentro das suas diferenças não conseguem encontrar um lugar na sociedade!
Todos temos o direito de sermos quem somos, todos temos o dever de ser felizes! Somos diferentes e na diferença não se pretende que se goste do mesmo mas que se respeite.
Faz-me confusão quando deixam de o ser, não pelo peso de terem morto, roubado, drogado, vigarizado ou espancado alguém mas simplesmente porque dentro das suas diferenças não conseguem encontrar um lugar na sociedade!
Todos temos o direito de sermos quem somos, todos temos o dever de ser felizes! Somos diferentes e na diferença não se pretende que se goste do mesmo mas que se respeite.
É fácil falarmos e afastamor-nos mas quando os outros são os nossos há que evitar tomar também a atitude mais fácil: fingir que se deixou de amar!
Há que amar e respeitar porque não nos podemos desfazer de uma obra criada e desejada por nós! A obra precisa sempre do amor e assinatura dos criadores! Afinal ser pintor é deixar-se levar pela inspiração e sobretudo amar, amar e amar a sua obra! Deixá-la andar de museu em museu, de parede em parede mas sempre com a certeza que é amada e respeitada!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Hoje é o (primeiro) dia!
Em pequena escrevia cartas aos meus avós em jeito de declarações de amor. Desde cedo usei a escrita como ajuda para dizer aquilo que sentia e não conseguia pôr em palavras.
Fui crescendo e continuando a escrever as minhas declarações de amor, fui lendo e partilhando em família este bocadinho tão profundo de mim.
Há dois anos atrás perdi uma das minha musas e a pedido de um tio escrevi um artigo numa revista em sua homenagem. Foi esse artigo que me fez criar e estrear com ele este blogue. Foi a vontade de continuar a escrever e fazer aquilo em que Ela acreditava que realmente poderia ser boa que me fez escrever e deixar ler! Os beijinhos e abraços ternurentos que recebia depois de lhe ler ou dar um texto são as melhores recordações guardadas no coração. Textos esses que com pena desapareceram no ar como as cinzas ao vento…
Tenho escrito palavras e textos soltos neste blogue e tenho recebido más e boas críticas de pessoas amigas! As más ajudaram-me imenso a perceber que teria que sair da minha monotonia e zona de conforto e aventurar-me noutros temas. É difícil escrevermos sobre aquilo que não sentimos ou forçosamente deveremos sentir! É a minha maior dificuldade, esconder o que realmente aquele texto tem de ticas e da vida da ticas.
Escrever, para quem gosta é quase como uma terapia onde entre risos e choro ponho no papel aquilo que penso e sinto! Onde o coração transporta para o papel o que sente e depois de escrito em tinta dá-nos a oportunidade de ler e reler, de nos vermos a nós! Dá-nos a hipótese de apagar, reconhecer e acrescentar.
Já perdoei depois de escrever, já senti alívio e serenidade, caos e revolta mas fica sempre a liberdade que os artistas sentem de expor o que sentem e que enquanto não o fazem é como se não fossem!
O medo de me deixar ler pelos outros é sempre enorme e acreditem que cada like, cada comentário, cada partilha ou mensagem que me enviam a dizer o quer que seja é um respirar fundo de alívio!
Porque muito se diz nas entrelinhas, mais ainda nas linhas mas nunca sei o que olhos e corações dos que leem sentem.
Em tempos aquele que me ama incentivou-me a escrever um livro. Impulsionou-me a fazer uma edição limitada para a família. Chegámos a falar os dois de editoras, de custos e possibilidades mas tudo ficou pelo caminho. Pelo caminho da minha juventude ainda cheia de projetos, namoricos, saídas à noite e verões intensos onde cada segundo era imperdível.
Hoje, ainda com um medo horrível de não saber escrever sem me expor, com um medo horrível de não gostarem do que a Ticas vai pôr em palavras! Com um medo de não estar à altura do que um livro merece ser, com todos estes medos decidi começar a escrever o meu livro!
Vou começar a preencher folhas com palavras minhas, com histórias de passados e futuros imaginados. Hoje inicia-se a aventura de escrever e tentar tirar de mim o que melhor e pior tenho!
Nunca escrevi um livro, não sei as técnicas ou obrigações a ter, não sei os truques e artimanhas!
Sei simplesmente a história que quero contar e que vou começar a dar-lhe vida!
Obrigado a todos os que fizeram com que este dia de partida para esta grande viagem sem data de chegada e destino incerto chegasse!
Um dia começo a escrever um livro…hoje é o dia! Vamos ver o que vai sair ;)
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A Mãe que fugiu!
Ser mãe deve ser das coisas mais complexas de sempre!
Talvez a profissão para a qual não há mestrados nem livros que ensinem como e o que se deve fazer! Ser mãe não dá para dizer Times Up, ir passear e voltar! Exige que cada dia seja uma aula e nem nestas se permite intevalos!
Acredito que passados anos muitas mães desejam voltar a tê-los dentro de si! Seguros e sossegadinho no seu cólo. Protegidos de tudo e acarinhados com um sorriso e grito de entusiamo por cada pontapé.
É uma vida a dizer não, e dizer não nem sempre deve ser fácil tal como ouvir o nosso "não posso estar", "não consigo ir", "não posso jantar hoje", deve ser um pontapé amargo na barriga de saudades de quando nos podiam ter ali porque sim. As mães vão-nos vendo crescer de mansinho e sem darem por isso também nos vão largando de mansinho. De mansinho vão-nos deixando ter a nossa vida, o nosso tecto...de mansinho também nos começam a ouvir dizer a outros, não!
Dão o colo aos filhos, a segurança de que acontença o que acontecer aquele colo estará sempre ali pronto para acolher tudo o que vier.
As mulheres enquanto mães são admiráveis, correm o mundo e se for preciso abraçam a lua para terem o melhor para os seus corações ainda pequenos e inofensivos! Transcendem-se para que o não se torne sim! Para que o preto se torne colorido!
Hoje uma mãe das famílias que ajudamos não desapareceu com os filhos, fugiu!
Hoje ao fim de anos de uma vida de nódoas negras e silencios massacrantes esta mãe conseguiu dar um pontapé a esta vida e fugir!
Não fugiu por ela, não se fartou de ter o corpo como objecto de fúria de todos os monstros e tormentos criados pelo álcool e recriados em si pelas mãos e pés do seu marido!
Não foi esse hábito que a fez pegar em tudo e ir... o que a fez sair dali foram os seus filhos! Foi o amor de mãe que não suportou, não tolerou, não permitiu ver os seus perdessem o sorriso e brilho de crianças ingénuas e livres de preocupações!
Foi o milagroso amor de mãe que pobre e sem nada a fez confiar e apostar no seu coração como porto seguro e trocá-lo pelas quatro paredes onde vivia uma guerra silenciosa impossivel de vencer sozinha!
Hoje uma mãe contra tudo e todos arranjou forças e fugiu! Espero que para bem longe onde consiga dar paz e sossego aos seus corações! Espero que para um sitio onde o cólo que dá aos seus já não seja sinónimo de terror e medo mas paz e mimo! Onde cada dia é um dia e não se deseja que passe rápido! Onde os gritos que ouvirem sejam apenas restos de pesadelos do passado e as lágrimas que deitem sejam das saudades de amigos deixados para trás e lembranças boas!
Admiro esta mãe! Admiro toda a sua coragem!
Repugnam-me todas as pessoas que ao lado daquelas paredes ouviam e nada faziam! Desespero com a facilidade com que também eu quando há poucos dias soube, disse que era normal e que nada se podia fazer...
MENTIRA! Pode-se fazer, pode-se ajudar! Há-de ser muito complicado meter a colher entre marido e mulher!
Mas não será mais complicado viver o resto de uma vida com o peso na consciência daquilo que se soube, que se viu, que se sentiu e não se fez?
Não será mais aterrador e mortifero calar dentro de cada um a memória de várias queixas ignoradas? De fingir que não se viu? Não será desesperante relembrar o quanto se banalizou as marcas e gritos por puro comodismo e gestão de aparências?
É sem dúvida mais fácil ser comodista e dar uma atenção ao de leve ao assunto. Escrever umas cartas, fazer uns telefonemas... Fingir que nada se passou e que são teimas e exagero de quem desesperadamente pediu socorro!
Infelizmente as teimas rapidamente viram remorsos, surgem falsos sentimentalismos resultantes de toda a inércia vivida perante tudo. A culpa de um lar desfeito pelo que podia ter sido e não se fez vai aparecendo muito disfarçada e camuflada! O exagero antes ignorado passa a realidade quando o cólo que aquelas crianças pedem e querem já não é o que vão ter!
Rezo e orgulho-me de todas as mães que fizeram e conseguiram salvar os seus filhos!
Peço a Nossa Senhora que pegue em todas as que não conseguiram ganhar a guerra vivida em quatro paredes e lhes dê o colo merecido!
Peço desculpa por não conseguir perdoar todos aqueles que mesmo sabendo e estando perto nada ou pouco fizeram e se vão camuflando entre o silêncio dos erros e desculpas nada nobres! Peço desculpa, mas nós crianças também recordamos, sentimos e não esquecemos! O vosso silêncio não vos tira a culpa da ausência!
Ainda bem que esta mãe fugiu!
Ainda bem que o seu pedido de socorro foi ouvido e que com a sua força e amor hoje adormece a ver o céu e não é mais uma das estrelas que brilha e olha por nós!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Viver em Pecado!
Um amigo em jeito de pedido de socorro perguntou-me se discutia muito com o Manuel? Também ele vive com a namorada e queria saber se seria normal discutirem por pequenas coisas! Se era normal irritarem-se e discutirem por coisas novas que estão a descobrir?
Pouca experiência tenho mas puxei do meu lado de psicóloga! ;) Entre confidências e dicas acabámos por ter uma "discussão" em modo de conversa sobre isto de viver juntos! Que viviamos em pecado!
Vivi num namoro que durou 70anos e antes de se casarem pouco mais fizeram que ser o par de dança nos bailes, dar a mão, trocar cartas e telefonemas e tudo isto com uma sombra ou olhar de alguém. Não precisaram de viver juntos bastou-lhes o amor que sentiam e o respeito para que tivessem a certeza que queriam casar e passar o resto dos seus dias juntos! Talvez o viver juntos seja um facilitismo de quem já tem casa, de quem vem de fora, de quem não tem quem olhe por perto ou exija um estar!
Viveremos mais em pecado quando escolhemos dividir um espaço que se torna nosso e respeitá-lo como nosso, do que se vivermos num espaço nosso ou do nosso namorado quatro dias por semana onde nada é definido?
Pagar as contas, escolher a decoração e fazer as compras para o mesmo frigorífico é que nos faz viver no pecado?
Aqui não se trata de viver no pecado, trata-se da frontalidade de assumir o pecado a olhos nus! É o assumir que estamos juntos e vamos querer estar juntos mas à nossa maneira e com o nosso caminho que por várias razões passa por aqui. O assumir que antes de casarmos vivemos juntos e por isso nas aparências e julgamentos o véu vai cair por terra...
Poderia ser mais discreta, chocaria menos e continuaria também a viver em pecado mas aos olhos dos outros um pecado mais disfarçado, mais normal e que me daria o tal véu. Estar num tecto que não seja o nosso não é pecado, porque será então viver em pecado, quando se adormece de pézinho dado e com saudades mal a porta fecha?
Poupem-me a beatices que postas desta maneira não podem passar simplesmente disso! Não passam de julgamentos banais de quem fecha os olhos àqueles que vivem de momentos e tudo fazem para que aos outros tudo pareça bem feito do principio até ao dia do Sim!
Vivo com o Manuel e adoro viver com o Manuel! Não me canso de o ver dentro das nossas quatro paredes, de o ter ao meu lado enquanto vê programas chatos e eu adormeço ferrada! Não me canso de me rir com ele todos os dias e há dias em que ao fim da tarde já tenho saudades! Já discutimos muito, agora evitamos e quando acontece nada que um abrir da porta resolva tudo com uma troca de olhares cúmplice de quem gosta e reconhece.Umas vezes mais fáceis que outros mas não somos perfeitos, erramos bastante e juntos vamos crescendo! Não convido tios para jantar porque também os respeito e à confusão que lhes possa fazer vivermos juntos mas assumo que não tenho a minha casa, temos a nossa!
Havemos de casar, havemos de perante a Igreja e a sociedade oficializar esta vontade que temos em ter os pezinho entrelaçados todos os dias para adormecermos bem e tranquilos. Até lá, estamos muito bem a viver a nossa vida e acredito que Deus nos vai dando uma mãozinha tanto a nós que vivemos em pecado sete dias por semana como aos que vão vivendo nos dias em que podem!
Amigo, o meu conselho é que aproveites esta fase de viveres com quem gostas! Aproveitem os dois para se irem descobrindo e mesmo nas discussões crescam os dois! Vão construindo o vosso puzzle mesmo que à vezes tenham que tirar peças e começar de novo! Nem todos temos os mesmos gostos, nem todos olhamos para as peças da mesma maneira! Nada melhor do que o tempo para te mostrar que te vais estar a rir de todas estas discussõezinhas! :) E que o pensamento de que vives em pecado não te atormente! E quando atormentar, fala com Ele que vais ver que te desculpa!
Pouca experiência tenho mas puxei do meu lado de psicóloga! ;) Entre confidências e dicas acabámos por ter uma "discussão" em modo de conversa sobre isto de viver juntos! Que viviamos em pecado!
Vivi num namoro que durou 70anos e antes de se casarem pouco mais fizeram que ser o par de dança nos bailes, dar a mão, trocar cartas e telefonemas e tudo isto com uma sombra ou olhar de alguém. Não precisaram de viver juntos bastou-lhes o amor que sentiam e o respeito para que tivessem a certeza que queriam casar e passar o resto dos seus dias juntos! Talvez o viver juntos seja um facilitismo de quem já tem casa, de quem vem de fora, de quem não tem quem olhe por perto ou exija um estar!
Viveremos mais em pecado quando escolhemos dividir um espaço que se torna nosso e respeitá-lo como nosso, do que se vivermos num espaço nosso ou do nosso namorado quatro dias por semana onde nada é definido?
Pagar as contas, escolher a decoração e fazer as compras para o mesmo frigorífico é que nos faz viver no pecado?
Aqui não se trata de viver no pecado, trata-se da frontalidade de assumir o pecado a olhos nus! É o assumir que estamos juntos e vamos querer estar juntos mas à nossa maneira e com o nosso caminho que por várias razões passa por aqui. O assumir que antes de casarmos vivemos juntos e por isso nas aparências e julgamentos o véu vai cair por terra...
Poderia ser mais discreta, chocaria menos e continuaria também a viver em pecado mas aos olhos dos outros um pecado mais disfarçado, mais normal e que me daria o tal véu. Estar num tecto que não seja o nosso não é pecado, porque será então viver em pecado, quando se adormece de pézinho dado e com saudades mal a porta fecha?
Poupem-me a beatices que postas desta maneira não podem passar simplesmente disso! Não passam de julgamentos banais de quem fecha os olhos àqueles que vivem de momentos e tudo fazem para que aos outros tudo pareça bem feito do principio até ao dia do Sim!
Vivo com o Manuel e adoro viver com o Manuel! Não me canso de o ver dentro das nossas quatro paredes, de o ter ao meu lado enquanto vê programas chatos e eu adormeço ferrada! Não me canso de me rir com ele todos os dias e há dias em que ao fim da tarde já tenho saudades! Já discutimos muito, agora evitamos e quando acontece nada que um abrir da porta resolva tudo com uma troca de olhares cúmplice de quem gosta e reconhece.Umas vezes mais fáceis que outros mas não somos perfeitos, erramos bastante e juntos vamos crescendo! Não convido tios para jantar porque também os respeito e à confusão que lhes possa fazer vivermos juntos mas assumo que não tenho a minha casa, temos a nossa!
Havemos de casar, havemos de perante a Igreja e a sociedade oficializar esta vontade que temos em ter os pezinho entrelaçados todos os dias para adormecermos bem e tranquilos. Até lá, estamos muito bem a viver a nossa vida e acredito que Deus nos vai dando uma mãozinha tanto a nós que vivemos em pecado sete dias por semana como aos que vão vivendo nos dias em que podem!
Amigo, o meu conselho é que aproveites esta fase de viveres com quem gostas! Aproveitem os dois para se irem descobrindo e mesmo nas discussões crescam os dois! Vão construindo o vosso puzzle mesmo que à vezes tenham que tirar peças e começar de novo! Nem todos temos os mesmos gostos, nem todos olhamos para as peças da mesma maneira! Nada melhor do que o tempo para te mostrar que te vais estar a rir de todas estas discussõezinhas! :) E que o pensamento de que vives em pecado não te atormente! E quando atormentar, fala com Ele que vais ver que te desculpa!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A humildade de receber a Vida!
Receber quando nada temos devia ser sinónimo de mãos abertas e gratidão. Coração cheio e sorriso maroto de quem recebe um mimo inesperado. Quando nada se tem o pouco torna-se imenso, facilmente os olhos brilham e duas mãos agarram outras num gesto de ternura e gratidão.
Receber quando já se teve e não se tem é complexo, é um retorcer e dar o braço a torcer. É como se parte de nós caisse e para se levantar tivessemos obrigatoriamente que reconhecer que receber é bom, receber é aceitar de bom grado o que outro coração nos quer dar.Quando não se tem nada muitas vezes usamos todas as manhãs a máscara da futilidade e falsidade que tendemos a nem nos sonhos largar. É complexo passar do dar ao receber, passar do estender ao recolher, do sentir alegria pelo conforto proporcionado a outros ao agradecer!
Ser-se humilde é exigente, grandioso e muitissimo raro! É um desprender de tudo, de nós próprios, do que temos e queremos, do que sentimos e vemos! É sairmos de nós próprios e vestir a pele do outro constantemente! Conheço uma pessoa verdadeiramente humilde, tenho essa sorte! Não o invejo, admiro-o em tudo e todos os dias e cada dia mais!
Gostava de ser humilde, gostava de conseguir atingir esse patamar que nos liberta de tudo o que é superfúlo e nos faz sentir e viver apenas o que interessa e quando interessa!
Gostava de conseguir controlar a complexidade de sentimentos que me fazem não ser humilde em algumas situações. Adorava ter a humildade de receber o que a vida me dá, bom e mau, saber receber e dar-lhe de mim o que melhor tenho! Se em tudo nos dizem para sermos os melhores e que quando somos os melhores somos os escolhidos, conseguimos o que queremos.... se formos os melhores a receber a nossa vida talvez também a nossa vida se torne melhor. Talvez a nossa vida ganhe outra nostalgia e se abandone a escuridão.
Porque custa dar comida a um sem abrigo e sermos insultadas aos gritos. Custa ver que idolatra o vinho rasca, tudo o que lhe resta para esquecer que algum dia teve e se teve a ele próprio está naquela garrafa! Não só está perdido como não quer estar sóbrio e de barriga cheia, não quer olhar para a vida de caras! Não quer receber! Bastam-lhe aquelas fracas uvas fermentadas e conversas imaginárias para adormecer num remoinho de miragens a dobrar que o fazem cair nas profundezas e esquecer-se de tudo o que recebeu e não soube receber! Talvez por isso agora não o faça...
É dificil engolir o orgulho e dar espaço à humildade, dar espaço a uma rua em vez de uma casa! É exigente temos que dar espaço a uma saudade enorme de alguém que a vida nos tirou em vez de abraços e confidências! É revoltante querermos e não podermos, não conseguirmos! Termos e deixarmos de ter! É a vida! É a vida a pedir-nos para deixarmos o vago e vazio ser preenchido pela Fé! E quando digo Fé não precisa de ser num Deus, no meu Deus! A vida precisa de Fé nela própria! A vida precisa que cada alma presente em cada corpo acredite! A vida precisa que por vezes nos abandonemos a nós próprios, às nossas vontades, aos nossos sonhos, abandonemos todos as coisas idealizadas e planeadas e estejamos preparados para receber o que para nós são as injustiças da vida!
Como em tudo na vida, não basta estarmos sentados à espera que o mundo e a vida nos traga aquilo que queremos agora ou daqui a uns anos. Nem sempre tudo corre como imaginamos, os que mais amamos partem, um trabalho termina, uma doença ataca-nos, um carro perde os travões...
A vida pede-nos a árdua tarefa de tentar saber aceitar e receber o que nos oferece, pede que lhe demos a mão e caminhemos juntas atrás do que queremos.
Hoje queria uma dose gigante de Fé, acompanhada de um copo de vinho rasca para saber receber com a humildade necessária e que me falta, que amanhã não Vais estar cá para Te dar os Parabéns!
Receber quando já se teve e não se tem é complexo, é um retorcer e dar o braço a torcer. É como se parte de nós caisse e para se levantar tivessemos obrigatoriamente que reconhecer que receber é bom, receber é aceitar de bom grado o que outro coração nos quer dar.Quando não se tem nada muitas vezes usamos todas as manhãs a máscara da futilidade e falsidade que tendemos a nem nos sonhos largar. É complexo passar do dar ao receber, passar do estender ao recolher, do sentir alegria pelo conforto proporcionado a outros ao agradecer!
Ser-se humilde é exigente, grandioso e muitissimo raro! É um desprender de tudo, de nós próprios, do que temos e queremos, do que sentimos e vemos! É sairmos de nós próprios e vestir a pele do outro constantemente! Conheço uma pessoa verdadeiramente humilde, tenho essa sorte! Não o invejo, admiro-o em tudo e todos os dias e cada dia mais!
Gostava de ser humilde, gostava de conseguir atingir esse patamar que nos liberta de tudo o que é superfúlo e nos faz sentir e viver apenas o que interessa e quando interessa!
Gostava de conseguir controlar a complexidade de sentimentos que me fazem não ser humilde em algumas situações. Adorava ter a humildade de receber o que a vida me dá, bom e mau, saber receber e dar-lhe de mim o que melhor tenho! Se em tudo nos dizem para sermos os melhores e que quando somos os melhores somos os escolhidos, conseguimos o que queremos.... se formos os melhores a receber a nossa vida talvez também a nossa vida se torne melhor. Talvez a nossa vida ganhe outra nostalgia e se abandone a escuridão.
Porque custa dar comida a um sem abrigo e sermos insultadas aos gritos. Custa ver que idolatra o vinho rasca, tudo o que lhe resta para esquecer que algum dia teve e se teve a ele próprio está naquela garrafa! Não só está perdido como não quer estar sóbrio e de barriga cheia, não quer olhar para a vida de caras! Não quer receber! Bastam-lhe aquelas fracas uvas fermentadas e conversas imaginárias para adormecer num remoinho de miragens a dobrar que o fazem cair nas profundezas e esquecer-se de tudo o que recebeu e não soube receber! Talvez por isso agora não o faça...
É dificil engolir o orgulho e dar espaço à humildade, dar espaço a uma rua em vez de uma casa! É exigente temos que dar espaço a uma saudade enorme de alguém que a vida nos tirou em vez de abraços e confidências! É revoltante querermos e não podermos, não conseguirmos! Termos e deixarmos de ter! É a vida! É a vida a pedir-nos para deixarmos o vago e vazio ser preenchido pela Fé! E quando digo Fé não precisa de ser num Deus, no meu Deus! A vida precisa de Fé nela própria! A vida precisa que cada alma presente em cada corpo acredite! A vida precisa que por vezes nos abandonemos a nós próprios, às nossas vontades, aos nossos sonhos, abandonemos todos as coisas idealizadas e planeadas e estejamos preparados para receber o que para nós são as injustiças da vida!
Como em tudo na vida, não basta estarmos sentados à espera que o mundo e a vida nos traga aquilo que queremos agora ou daqui a uns anos. Nem sempre tudo corre como imaginamos, os que mais amamos partem, um trabalho termina, uma doença ataca-nos, um carro perde os travões...
A vida pede-nos a árdua tarefa de tentar saber aceitar e receber o que nos oferece, pede que lhe demos a mão e caminhemos juntas atrás do que queremos.
Hoje queria uma dose gigante de Fé, acompanhada de um copo de vinho rasca para saber receber com a humildade necessária e que me falta, que amanhã não Vais estar cá para Te dar os Parabéns!
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